terça-feira, 28 de junho de 2016

Sobreviver num ano austero

Este ano de 2016 esta a confirmar-se como um dos mais dificeis e perigosos dos ultimos anos.
Não esta facil para ninguem e para nos tambem não.

Desde o inicio do ciclo que as dificuldades se conjugam.
Começou-se com um abrolhamento tardio, com um atraso de duas a três semanas.

Depois sucederam-se as semanas de mau tempo com muita chuva e frio o que alem de não permitir recuperar o atraso, aumenta a pressão de doenças.
Mesmo os dias em que não chove têm sido ameaçadores, pois as manhãs na nossa zona têm sido de muita orvalhadas, encontrando-se as folhas muito molhadas em varias manhãs, o que significa que no Dão não é necessariamente preciso chover para que os fungos se desenvolvam...

Resultado destas condições climatéricas?
Por enquanto vai-se conseguindo controlar as ameaças. Apareceram algumas manchas de mildio em duas vinhas, mas pouca coisa. Nas outras vinhas ainda nada, felizmente. Mas este controle faz-se ao custo de uma augmentação dos tratamentos fitosanitarios. Temos sido obrigados a curar quase todas as semanas. Neste momento ja vamos em 5 tratamentos, o que para nos no Dão equivale aos tratamentos totais de um ano normal...

As dificuldades não acabam aqui...
Nestes ultimos tempos tem havido o periodo de floração, periodo determinante para a produção do ano. Para haver uma boa produção é bom que haja um periodo de floração com tempo ameno, sem chuva. Ora no nosso caso tivemos varios dias de chuva neste periodo critico... Começamos agora a ter uma noção do impacto e nota-se que muito cacho desavinhou... Não se sabe bem ou certo quanto se perdeu, mas talvez uns 10% da produção.

E assim! A vida de viticultor não é facil.
Neste periodo anda-se com o risco de se perder parte da produção, por vezes mesmo tudo. Risco que não existe noutras actividades economicas. E preciso coragem.

Pelo menos temos a felicidade de não ter tido nenhuma catastrofe natural, do tipo geadas ou granizos, ao contrario do que tem acontecido este ano em varias regiões francesas que perderam tudo ou quase... Varias zonas da Borgonha, da Loire ou do Beaujolais têm sido massacradas este ano.
Por vezes não so perderam a produção deste ano, como ficou comprometida a produção do proximo ano. Situações muito duras, que podem ser mortiforas para a situação financeira dos mais pequenos.

Nos tambem ja tivemos problemas no passado com geadas e riscos de granizos, mas felizmente até agora este ano não nos pos a frente deste tipo de dificuldades.
Portanto ha que relativizar e ver o lado positivo!
E quem sabe? Pode ser que o resto do ciclo se torne um pouco mais simpatico!

sábado, 21 de maio de 2016

2016 : um inicio do ciclo vegetativo tardio e chuvoso


Fim de Abril assistia-se ao inicio tardio do ciclo vegetativo
Este inicio de ano não tem sido facil, com um arranque tardio e muita chuva a ameaçar




A estimativa aponta para duas a três semanas de atraso até agora

Atraso que podera ou não ser reduzido consoante as condições climatéricas nas proximas semanas

Neste inicio de Maio cortamos as ervas acumuladas durante o inverno
Estas plantas cortadas vão agora servir de alimento natural para a micro-fauna do solo e consequantemente para as raizes das videiras

Alimento 100% natural, o que se notara no vinho

Vinha da Serra

A Serra da Estrela sempre em pano de fundo

Cêpas velhinhas mas que respiram saude porque bem tratadas

Vinhas escavadas a mão ou com ajuda do cavalo, aqui não entram herbicidas...

O glifosate fica para os outros 99% dos produtores de vinhos

Cada cêpa tem a sua personalidade, como se estivessemos perante os habitantes de uma aldeia, uns mais velhos e sabios, outros mais novos e irreverentes

Uma aldeia cheia de bailarinas selvagens

A primavera e as suas flores oferecem-nos imagens reconfortantes


Aqui, na vinha de Bical/Cerceal, a natureza tomou conta do sitio

Terceiro ano de cultivo desta vinha, agora recuperada respira saude

Se não lhe tivesse pegado, hoje estaria morta, abandonada

Quase 50% destas cêpas são de Baga

Esperamos que as proximas semanas sejam mais clementes do que as ultimas, bastantes chuvosas e perigosas

Veremos se 2016 continuara a ser um ano maroto ou se se tornara mais meiguinho

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Os vinhos lançados em 2016 - Wines to be released in 2016

VINHAS VELHAS 2013 



Este tinto Vinhas Velhas 2013 resulta da combinação das diversas pequenas parcelas de vinhas velhas cultivadas pelo Antonio com dedicação. Este vinho bandeira ilustra bem a filosofia da casa.
Ficha técnica tinto Vinhas Velhas 2013



This red Vinhas Velhas 2013 comes from the blend of several small old vineyards cultivated by Antonio with dedication. It illustrates very well the philosophy of the domain.
Techsheet Vinhas Velhas 2013 






ROSE 2015



Em 2015 Antonio Madeira fez a sua primeira experiencia em rosé, a partir de uma vinha velha (50 anos) virada a norte. A vinha é cultivada exclusivamente para fazer rosé. E composta de um field blend de mais ou menos vinte castas. O objectivo é fazer um rosé gastronomico, focado na expressão do seu terroir.

In 2015 Antonio Madeira made his first experience in rosé, from an old vines (50 years) north facing. The vineyard is cultivated exclusively to make rosé. It is a field blend of about twenty varieties. The aim is to make a gastronomic rosé, focused on the expression of its terroir.
Techsheet Rosé 2015




BRANCO 2014


Este branco 2014 provem das diversas vinhas cultivadas, apanhando-se a parte do tinto as uvas brancas das vinhas velhas com idades de 50 a 120 anos.
70% do field blend é composto por 3 castas : Siria, Fernão Pires e Bical. No resto encontramos mais de vinte castas autoctones de antigamente.
Ficha técnica Branco 2014


2014 white comes from all the vineyards cultivated by Antonio Madeira, aged from 50 up to 120 years old, where we found field blends of around 20 autochthonous grape varieties, some of them forgotten varieties. 70% of the field blend is Siria, Fernão Pires, Bical and Cerceal.
Techsheet Branco 2014




A PALHEIRA 2013
A Palheira é um vinho de guarda que so sera lançado nos melhores anos, mostrando o melhor blend do ano.
Respeitando a tradição regional do vinho de lote, A Palheira 2013 resulta da selecção das melhores barricas de 2013. Contribuem para este blend 4 pequenas vinhas velhas, com idades entre os 50 e os 90 anos. Juntas formam um conjunto harmonioso que mostra o que o Dão Serra da Estrela tem de melhor para oferecer.
Ficha técnica A Palheira 2013


A Palheira is a blend to be released only on the best years, showing the best blend of the year.
Respecting the regional tradition of blended wine, A Palheira 2013 results from the selection of the best barrels of 2013. 4 small old vines, aged between 50 and 90 years old, constribute to this blend. Together, they reach a harmonious whole that shows the best Dão Serra da Estrela has to offer.
Techsheet A Palheira 2013




VINHA DA SERRA 2013
Este tinto Vinha da Serra 2013 é a expressão de uma parcela unica. Trata-se de uma pequena vinha com 90 anos, situada em altitude (600m) em plena Serra da Estrela, numa encosta virada a poente. Consegue-se assim um equilibrio unico, com a altitude a trazer frescura e a exposição solar a poente a trazer maturação. A textura fina do solo reencontra-se na prova de boca. Um « Premier Cru » com identidade e que transmite uma sensação de harmonia.

Esta vinha produz muito pouco. Em 2013, conseguiu-se apenas uma barrica de 225L de esta vinha, barrica que engarrafamos a parte. Nos anos seguintes de 2014 e 2015 não havera engarrafamento a parte deste vinho, por não se ter conseguido quantidades para encher uma barrica.

Vinha da Serra 2013 Red is the expression of a single parcel. A 90 years old small vineyard  located in altitude (600m) in the Serra da Estrela, on a hillside facing west. We find here a wonderful balance with altitude bringing freshness and sun exposure to the west bringing ripeness. The fine tannins in the mouth remind the fine texture of the soil. A "Premier Cru" with identity and sense of harmony.

This vineyard produces very little. In 2013, we managed only a barrel of 225L of this vineyard. In the following years 2014 and 2015 there will be no bottling the wine, for not having achieved amounts to fill a barrel. 2013 therefore offered a unique opportunity for us to taste the fruit of this single vineyard.




A CENTENARIA 2013
A centenaria 2013 é a expressão de uma parcela de vinha com 120 anos, com grande caracter. Estamos perante o que poderiamos chamar de « Grand Cru », um vinho que decidimos engarrafar a parte, por apresentar uma identidade unica. A sua prova leva-nos a viajar no tempo para descobrir os aromas e sabores do sopé da Serra da Estrela, no Dão, tal como ele era no fim do século XIX.
Ficha técnica A Centenaria 2013


A centenaria 2013 is the expression of a 120 years old vineyard with great character. We are facing what could be considered as a « Grand Cru ».  We decided to bottle it as a single vineyard in order to preserve its unique and strong identity. Tasting this wine is an experience that leads us to travel back in time to discover the aromas and flavors of the foothills of the Serra da Estrela, in the Dão, as it was in the late nineteenth century.
Techsheet A Centenaria 2013




MOREISH 2013




Luis Lopes, énologo da Quinta da Pellada, tem-me ajudado a fazer os vinhos desde o inicio desta aventura. O Luis tem tido um papel fundamental neste projecto. Alem de grande amigo, vejo o Luis como um dos mais talentosos enologos da nova geração portuguesa. Uma pessoa aberta, culta, sabia e humilde. Uma pessoa que procura fazer vinhos o mais naturalmente possivel. Partilhamos a mesma filosofia e hoje em dia não trocaria o Luis por nenhum enologo, por mais famoso que seja.

Um dia em que estavamos a trasfegar os tintos de 2013, depois do fim da malolactica, o Luis procurou fazer o lote que mais o emocionasse. Resultou uma barrica em que entraram vinhos de 3 vinhas velhas. Mais tarde, cada vez que provavamos aquela barrica, ficavamos sempre com a ideia de que ela merecia ser engarrafada a parte. Foi o que fizemos.

Pedi ao Luis para escolher o nome do vinho e para criar o rotulo, porque este seria o « seu » vinho. Um vinho que serve para homenagear o talento do Luis e todo o apoio que ele me tem dado desde 2010. O Luis escolheu o nome « Moreish », palavra inglesa que expressa perfeitamente a ideia que o Luis tinha em cabeça no momento de criar o lote : « beber um copo e chorar por mais ! ».

Luis Lopes, winemaker at Quinta da Pellada, has been helping me to make the wines from the beginning of this adventure. Luis has played a key role in this project. Luis is a great friend and also one of the most talented winemakers of the new Portuguese generation. Open-minded, educated, wise and humble. A person who seeks to make wines as naturally as possible. We share the same philosophy.

After the end of malolactic, Luis tried to make the most thrilling blend with my 2013 red barrels. It resulted in a barrel. Later, each time we tasted that barrel, we thought it would deserve to be bottled separately. It was what we did.

I told to Luis to choose the name of the wine and to design the label, because this would be "his" wine, in order to honor his talent and all the support he has given me since 2010. Luis chose the name « Moreish », a word that perfectly expresses what we feel when we drink this wine.

domingo, 8 de maio de 2016

Techsheet - Vinhas Velhas 2013 (red)



History has taught us that Dão belongs to those places that Man has long-recognised as exceptional for producing great wines. Despite its enormous potential to produce red and white wines, it is a region that continues to stubbornly remain out of the limelight.

António Madeira, who is French of Portuguese descent, has his roots in the foothills of Serra da Estrela. Since 2010, António Madeira has been researching, the places in this sub-region, that our ancestors elected as the best for vine, those that we might call the «Grands Crus of the Dão highlands» and found a series of old vines that are distinctive because of the authenticity of their grape varieties, the characteristics and nuances of their granite soils and sun exposures.

2013 was a year of long and good maturation. Fortunately in our case, it was achieved harvesting all the grapes in the last days before the week of heavy rain that occurred at the end of September.

This red Vinhas Velhas 2013 comes from the blend of several small old vineyards cultivated by Antonio with dedication. It illustrates very well the philosophy of the domain.

VINIFICATION
The vinification philosophy was to respect the grapes and nature and focus on seeking the expression of the terroir of Serra da Estrela, thus, no other product was used except sulphur.
Alcoholic fermentation took place in open vats with traditional treading and began naturally, with the yeast from the vine itself, to express its identity in the purest form.
Very little extraction was sought. After pressing, the wine was placed directly into used French oak barrels, where malolactic fermentation took place until the following spring and where it aged for 18 months.
Bottling took place in December 2015.

TASTING NOTES
This wine expresses the character and elegance of the land that witnessed its birth and takes us on a journey through time to discover the aromas and flavours of Serra da Estrela foothills, just as they were back in the time of our forefathers.
Mineral aromas and flavours of granite and fresh red forest fruits. With vegetal nuances and perfumed by small flowers, pine needles and pine forest. Delicate, pure, tightly knit, full of life, elegant and structured, it is noteworthy because of its fresh and persistent balance.


TECHNICAL INFORMATION
PRODUCER : António Madeira          REGION : Dão – Serra da Estrela          SOIL TYPE : Granite
VINEYARDS : Around 10 small old vineyards          AVERAGE VINE AGE : from 50 up to 90 years old
GRAPE VARIETIES : Field blend of Jaen, Tinta Amarela , Baga and 20 other native grape varieties
ALT. FROM SEA LEVEL : 500 m          PRUNING METHOD : Guyot          
HARVEST PERIOD : End of September 2013          HARVEST METHOD : Hand picked
FERMENTATION :  Indigenous yeasts, open vats with controlled temperature
MALOLACTIC : Used barrels         
AGEING : 18 months in used French oak barrels (225 L) and 6 months in stainless steel tanks
BOTTLED : December 2015
 ALCOHOL : 13.9%          PH    3,53          TOTAL ACIDITY (G/L)    5,42          
VOLATILE ACIDITY (G/L)    0,56
FREE SO2 AT BOTTLING (MG/L)    22          TOTAL SO2 (MG/L)    62         
RESIDUAL SUGAR (G/L)    0,7
VOLUMIC MASS (G/ML)    0,9905
PRODUCTION : 2871 bottles
FOOD SUGGESTIONS : Lamb, duck, codfish.



Ficha técnica - Vinhas Velhas 2013 - Antonio Madeira





Desde 2010, Antonio Madeira, francês luso-descendente com raizes familiares no Dão Serra da Estrela, tem vindo a pesquizar e a cultivar vinhas velhas situadas em sitios especiais com paixão, dedicação e precisão, aplicando métodos respeituosos pela vida dos solos e que facilitam a expressão do « terroir » nos vinhos. Não utiliza herbicidas e trabalha os solos manualmente com enxadas e a ajuda de um cavalo.

No sopé de Serra da Estrela, 2013 foi um ano de longa e boa maturação. A qualidade dos vinhos de 2013 ficou ligada as uvas que foram vindimidas antes ou depois de uma semana intensa de chuva que occoreu em fim de Setembro. Felizmente no nosso caso, conseguiu-se vindimar toda a produção nos ultimos dias que antecederam a chuva.

Este tinto Vinhas Velhas 2013 resulta da combinação das diversas pequenas parcelas de vinhas velhas cultivadas pelo Antonio com dedicação. Este vinho bandeira ilustra bem a filosofia da casa.

VINIFICACÃO
A filosofia de vinificação esta focada na procura da expressão do terroir da Serra da Estrela. Como tal, não foi utilizado nenhum produto enologico a não ser o sulfuroso.
A fermentação alcoolica realizou-se naturalmente com as leveduras indigenas, em dornas abertas.
Procurou-se pouca extracção, trabalhando-se por « infusão » na procura da elegância e finesse caracteristica da região.
A temperatura de fermentação foi regulada com sacos de gelo e o frio das noites serranas. 
Depois de prensado, o vinho passou directamente para barricas usadas de carvalho francês, onde realizou a fermentação maloláctica até a primavera seguinte e estagiou  durante 18 meses. Seguiram-se mais 6 meses de estagio e harmonização do lote em inox.
O engarrafamento foi efectuado a 29 de Dezembro de 2015.

NOTAS DE PROVA
Expressa o carácter e a elegância da terra que o viu nascer.
Leva-nos a viajar no tempo para descobrir os aromas e sabores do sopé da Serra da Estrela, no Dão, tal como ele era no tempo dos nossos avós.
Cor relativamente aberta. Nariz puro, complexo e sem artificios, granito envolto de fruta vermelha fresca, sensações de ervas aromaticas, flores e pinhal. Grande equilibrio e frescura numa boca fluida, cristalina, muito pura e saborosa. Taninos finos e macios. Final mineral muito longo.

INFORMACÃO TECNICA
PRODUTOR    Antonio Madeira           REGIÃO    Dão (Portugal)          TIPO DE SOLO   Granito
VINHA    Uma dezena de parcelas de vinhas velhas         IDADE DAS CEPAS    50 a 90 anos
CASTAS    Field blend de castas autoctones composto a 75% por Baga, Jaen e Tinta Amarela. Nos restantes 25% entram mais de 20 castas antigas, algumas delas esquecidas e em vias de extinção : Marufo, Tinta Pinheira, Negro Mouro, Tinta Carvalha, Bastardo, Alfrocheiro, Touriga Nacional, Alicante Bouschet e muitas outras.
ALTURA DO MAR    500m          CONDUCÃO DAS VINHAS    Guyot
PERIODO DE VINDIMA     A volta de 20 de Setembro 2013           
FORMA DE VINDIMA    Manual
FERMENTACÃO    Leveduras indigenas, dornas abertas com temperatura controlada
MALOLACTICA    Barricas usadas
ESTAGIO    18 meses em barricas usadas de carvalho francês (225 L), mais 6 meses em inox
ENGARRAFADO    Dezembro 2015
ALCOOL (%)    13,9          PH    3,53          ACIDEZ TOTAL (G/L)    5,42          
ACIDEZ VOLATIL (G/L)    0,56
SO2 LIVRE (MG/L)    22          SO2 TOTAL (MG/L)    62         AÇÚCAR RESIDUAL (G/L)    0,7
MASSA VOLÚMICA (G/ML)    0,9905
PRODUCÃO    2871 garrafas
SUGESTÃO DE ACOMPANHAMENTO    Cordeiro, pato, carnes brancas e bacalhau


Ficha técnica - A Centenaria 2013

Desde 2010, Antonio Madeira, francês luso-descendente com raizes familiares no Dão Serra da Estrela, tem vindo a pesquizar e a cultivar vinhas velhas situadas em sitios especiais com paixão, dedicação e precisão, aplicando métodos respeituosos pela vida dos solos e que facilitam a expressão do « terroir » nos vinhos. Não utiliza herbicidas e trabalha os solos manualmente com enxadas e a ajuda de um cavalo.

No sopé de Serra da Estrela, 2013 foi um ano de longa e boa maturação. A qualidade dos vinhos de 2013 ficou ligada as uvas que foram vindimidas antes ou depois de uma semana intensa de chuva que occoreu em fim de Setembro. Felizmente no nosso caso, conseguiu-se vindimar toda a produção nos ultimos dias que antecederam a chuva.

A centenaria 2013 é a expressão de uma parcela de vinha com 120 anos, com grande caracter. Estamos perante o que poderiamos chamar de « Grand Cru », um vinho que decidimos engarrafar a parte, por apresentar uma identidade unica. A sua prova leva-nos a viajar no tempo para descobrir os aromas e sabores do sopé da Serra da Estrela, no Dão, tal como ele era no fim do século XIX.

VINIFICACÃO
A filosofia de vinificação esta focada na procura da expressão do terroir da Serra da Estrela. Como tal, não foi utilizado nenhum produto enologico a não ser o sulfuroso.
A fermentação alcoolica realizou-se naturalmente com as leveduras indigenas, numa dorna.
Procurou-se pouca extracção, trabalhando-se por « infusão » na procura da elegância e finesse caracteristica da região.
A temperatura de fermentação foi regulada com sacos de gelo e o frio das noites serranas. 
Depois de prensado, o vinho passou directamente para barricas usadas de carvalho francês, onde realizou a fermentação maloláctica até a primavera seguinte e estagiou  durante 18 meses.
O engarrafamento foi efectuado em Julho de 2015.

NOTAS DE PROVA
Expressa o carácter e a elegância da terra que o viu nascer. Leva-nos a viajar no tempo para descobrir os aromas e sabores do sopé da Serra da Estrela, no Dão, tal como ele era no fim do século XIX.
Nariz puro, unico, de grande identidade, complexo, marca de um terroir e do tempo. Granito envolto de fruta vermelha fresca, cereja branca, sensações de ervas aromaticas, flores e pinhal. Grande profundidade, boca fresca e saborosa, taninos de seda, finos e macios. Final mineral interminavel. Um « Grand Cru » do Dão Serra da Estrela.

INFORMACÃO TECNICA
PRODUTOR    Antonio Madeira          REGIÃO    Dão (Portugal)          TIPO DE SOLO   Granito
VINHA    Parcela unica          IDADE DAS CEPAS    120 anos
CASTAS    Field blend de castas autoctones composto a 80% por Jaen, Tinta Amarela, Baga e Negro Mouro. No resto encontramos dezenas de castas autoctones de outrora, Marufo, Tinta Pinheira, Bastardo, Tinta Carvalha, Tourigo do Douro, Alfrocheiro, Alicante-Bouschet e muitas outras, algumas ainda não identificadas.
ALTURA DO MAR    500m          CONDUCÃO DAS VINHAS    Guyot
PERIODO DE VINDIMA     A volta de 20 de Setembro 2013          
FORMA DE VINDIMA    Manual
FERMENTACÃO    Leveduras indigenas, dornas abertas com temperatura controlada
MALOLACTICA    Barricas usadas
ESTAGIO    18 meses em barricas usadas de carvalho francês (225 L)          
ENGARRAFADO   Julho 2015
ALCOOL (%)    13,7          PH    3,76         ACIDEZ TOTAL (G/L)    5,65         
ACIDEZ VOLATIL (G/L)    0,75
SO2 LIVRE (MG/L)    19         SO2 TOTAL (MG/L)    56          AÇÚCAR RESIDUAL (G/L)    0,5
MASSA VOLÚMICA (G/ML)    0,9917        
PRODUCÃO    572 garrafas

SUGESTÃO DE ACOMPANHAMENTO    Cordeiro, carnes vermelhas, carnes brancas, pato e bacalhau

Techsheet - A Centenaria 2013 (red)

History has taught us that Dão belongs to those places that Man has long-recognised as exceptional for producing great wines. Despite its enormous potential to produce red and white wines, it is a region that continues to stubbornly remain out of the limelight.

António Madeira, who is French of Portuguese descent, has his roots in the foothills of Serra da Estrela. Since 2010, António Madeira has been researching, the places in this sub-region, that our ancestors elected as the best for vine, those that we might call the «Grands Crus of the Dão highlands» and found a series of old vines that are distinctive because of the authenticity of their grape varieties, the characteristics and nuances of their granite soils and sun exposures.

2013 was a year of long and good maturation. Fortunately in our case, it was achieved harvesting all the grapes in the last days before the week of heavy rain that occurred at the end of September.

A centenaria 2013 is the expression of a 120 years old vineyard with great character. We are facing what could be considered as a « Grand Cru ».  We decided to bottle it as a single vineyard in order to preserve its unique and strong identity. Tasting this wine is an experience that leads us to travel back in time to discover the aromas and flavors of the foothills of the Serra da Estrela, in the Dão, as it was in the late nineteenth century.

VINIFICATION
The vinification philosophy was to respect the grapes and nature and focus on seeking the expression of the terroir of Serra da Estrela, thus, no other product was used except sulphur.
Alcoholic fermentation took place in open vats with traditional treading and began naturally, with the yeast from the vine itself, to express its identity in the purest form.
Very little extraction was sought. After pressing, the wine was placed directly into used French oak barrels, where malolactic fermentation took place until the following spring and where it aged for 18 months.
Bottling took place in July 2015.

TASTING NOTES
This wine expresses the character and elegance of the land that witnessed its birth and takes us on a journey through time to discover the aromas and flavours of Serra da Estrela foothills, just as it was in the late nineteenth century.
Pure, great identity, complex, granite wrapped fresh red fruit, white cherry, sensations of aromatic herbs, flowers and pine forest. Deep, fresh and tasty mouth, silky tannins, finesse. Endless mineral finish.
A "Grand Cru" of Dão Serra da Estrela.

TECHNICAL INFORMATION
PRODUCER : António Madeira          REGION : Dão – Serra da Estrela          SOIL TYPE : Granite
VINEYARDS : Single vineyard          AVERAGE VINE AGE : 120 years old
GRAPE VARIETIES : Field blend of Jaen, Tinta Amarela , Baga, Negro Mouro and 20 other native grape varieties
ALT. FROM SEA LEVEL : 500 m          PRUNING METHOD : Guyot          
HARVEST PERIOD : September 20th 2013          HARVEST METHOD : Hand picked
FERMENTATION :  Indigenous yeasts, open vats with controlled temperature
MALOLACTIC : Used barrels         
AGEING : 18 months in used French oak barrels (225 L)         BOTTLED : July 2015
 ALCOHOL : 13.7%          PH    3,76          TOTAL ACIDITY (G/L)    5,65          
VOLATILE ACIDITY (G/L)    0,75
FREE SO2 AT BOTTLING (MG/L)    19          TOTAL SO2 (MG/L)    56         
RESIDUAL SUGAR (G/L)    0,5
VOLUMIC MASS (G/ML)    0,9917
PRODUCTION : 572 bottles

FOOD SUGGESTIONS : Lamb, duck, codfish.

Techsheet - Vinha da Serra 2013 (red)

History has taught us that Dão belongs to those places that Man has long-recognised as exceptional for producing great wines. Despite its enormous potential to produce red and white wines, it is a region that continues to stubbornly remain out of the limelight.

António Madeira, who is French of Portuguese descent, has his roots in the foothills of Serra da Estrela. Since 2010, António Madeira has been researching, the places in this sub-region, that our ancestors elected as the best for vine, those that we might call the «Grands Crus of the Dão highlands» and found a series of old vines that are distinctive because of the authenticity of their grape varieties, the characteristics and nuances of their granite soils and sun exposures.

2013 was a year of long and good maturation. Fortunately in our case, it was achieved harvesting all the grapes in the last days before the week of heavy rain that occurred at the end of September.

Vinha da Serra 2013 Red is the expression of a single parcel. A 90 years old small vineyard  located in altitude (600m) in the Serra da Estrela, on a hillside facing west. We find here a wonderful balance with altitude bringing freshness and sun exposure to the west bringing ripeness. The fine tannins in the mouth remind the fine texture of the soil. A "Premier Cru" with identity and sense of harmony.

This vineyard produces very little. In 2013, we managed only a barrel of 225L of this vineyard. In the following years 2014 and 2015 there will be no bottling the wine, for not having achieved amounts to fill a barrel. 2013 therefore offered a unique opportunity for us to taste the fruit of this single vineyard.

VINIFICATION
The vinification philosophy was to respect the grapes and nature and focus on seeking the expression of the terroir of Serra da Estrela, thus, no other product was used except sulphur.
Alcoholic fermentation took place in open vats with traditional treading and began naturally, with the yeast from the vine itself, to express its identity in the purest form. Very little extraction was sought. After pressing, the wine was placed directly into an used French oak barrel, where malolactic fermentation took place until the following spring and where it aged for 18 months. Bottling took place in July 2015.

TASTING NOTES
Complex and deep, wine of great finesse and harmony, where we find the terroir elements of this single vineyard.
Complex aroma, granite, aromatic herbs, resins, fresh fruit and flowers, a set of great finesse. In the mouth we find granite powder, ripe fruit and crystalline, resulting from an optimum balance due to exposure to the west and the altitude freshness. The finesse of the tannins recalls the fine soil texture in this vineyard. Very long and intense mineral finish. It is therefore a tasting in which we feel the soul of the place.

TECHNICAL INFORMATION
PRODUCER : António Madeira          REGION : Dão – Serra da Estrela          SOIL TYPE : Granite
VINEYARDS : Small single vineyard  located at altitude in the Serra da Estrela.      
AVERAGE VINE AGE : 90 years old
GRAPE VARIETIES : Field blend composed of Tinta Amarela (60%), Jaen (20%), Baga (9%), Tinta Pinheira (8%) and several other native varieties.
ALT. FROM SEA LEVEL : 600 m          PRUNING METHOD : Guyot          
HARVEST PERIOD : September 20th 2013          HARVEST METHOD : Hand picked
FERMENTATION :  Indigenous yeasts, open vats with controlled temperature
MALOLACTIC : Used barrels         
AGEING : 18 months in used French oak barrels (225 L)          BOTTLED : July 2015
 ALCOHOL : 13.7%          PH    3,53          TOTAL ACIDITY (G/L)    5,53          
VOLATILE ACIDITY (G/L)    0,64
FREE SO2 AT BOTTLING (MG/L)    12          TOTAL SO2 (MG/L)    45         
RESIDUAL SUGAR (G/L)    0,8
VOLUMIC MASS (G/ML)    0,9906
PRODUCTION : 316 bottles

FOOD SUGGESTIONS : Lamb, duck, codfish.

Ficha técnica - Vinha da Serra 2013

Desde 2010, Antonio Madeira, francês luso-descendente com raizes familiares no Dão Serra da Estrela, tem vindo a pesquizar e a cultivar vinhas velhas situadas em sitios especiais com paixão, dedicação e precisão, aplicando métodos respeituosos pela vida dos solos e que facilitam a expressão do « terroir » nos vinhos. Não utiliza herbicidas e trabalha os solos manualmente com enxadas e a ajuda de um cavalo.

No sopé de Serra da Estrela, 2013 foi um ano de longa e boa maturação. A qualidade dos vinhos de 2013 ficou ligada as uvas que foram vindimidas antes ou depois de uma semana intensa de chuva que occoreu em fim de Setembro. Felizmente no nosso caso, conseguiu-se vindimar toda a produção nos ultimos dias que antecederam a chuva.

Este tinto Vinha da Serra 2013 é a expressão de uma parcela unica. Trata-se de uma pequena vinha com 90 anos, situada em altitude (600m) em plena Serra da Estrela, numa encosta virada a poente. Consegue-se assim um equilibrio unico, com a altitude a trazer frescura e a exposição solar a poente a trazer maturação. A textura fina do solo reencontra-se na prova de boca. Um « Premier Cru » com identidade e que transmite uma sensação de harmonia.

Esta vinha produz muito pouco. Em 2013, conseguiu-se apenas uma barrica de 225L de esta vinha, barrica que engarrafamos a parte. Nos anos seguintes de 2014 e 2015 não havera engarrafamento a parte deste vinho, por não se ter conseguido quantidades para encher uma barrica.

VINIFICACÃO
A filosofia de vinificação esta focada na procura da expressão do terroir da Serra da Estrela. Como tal, não foi utilizado nenhum produto enologico a não ser o sulfuroso.
A fermentação alcoolica realizou-se naturalmente com as leveduras indigenas, numa pequena dorna. Procurou-se pouca extracção, trabalhando-se por « infusão » na procura da elegância e finesse caracteristica da região. A temperatura de fermentação foi regulada com sacos de gelo e o frio das noites serranas. 
Depois de prensado, o vinho passou directamente para uma barrica usada de carvalho francês, onde realizou a fermentação maloláctica até a primavera seguinte e estagiou  durante 18 meses. O engarrafamento foi efectuado em Julho de 2015.

NOTAS DE PROVA
Vinho complexo e profundo, de grande finesse e harmonia, em que reencontramos os elementos do terroir desta parcela unica.
Nariz complexo, granito, ervas aromaticas, resinas, fruta fresca e flores, num conjunto de grande finesse. Na boca encontramos granito em po, fruta madura e cristalina, no ponto, resultante de uma optima exposição a poente e da frescura da altitude. A finesse dos taninos relembra a textura fina do solo desta vinha. A idade das cêpas, o encepamento complexo e o bom trato, trazem densidade, profundidade, complexidade e mineralidade. Temos portanto uma prova harmoniosa, em que sentimos a alma do local.

INFORMACÃO TECNICA
PRODUTOR    Antonio Madeira          REGIÃO    Dão (Portugal)          TIPO DE SOLO   Granito
VINHA    Pequena parcela situada em altitude, em plena Serra da Estrela.
IDADE DAS CEPAS    90 anos          ALTURA DO MAR    600m
CASTAS    Field blend de castas autoctones composto por Tinta Amarela (60%), Jaen (20%), Baga (9%), Tinta Pinheira (8%) e de varias castas antigas.
CONDUCÃO DAS VINHAS    Guyot
PERIODO DE VINDIMA     A volta de 20 de Setembro 2013          
FORMA DE VINDIMA    Manual
FERMENTACÃO    Leveduras indigenas, dornas abertas com temperatura controlada
MALOLACTICA    Barricas usadas  ESTAGIO    18 meses numa barrica usada de carvalho francês (225 L)
ENGARRAFADO    Julho 2015
ALCOOL (%)    13,7          PH    3,53          ACIDEZ TOTAL (G/L)    5,53          
ACIDEZ VOLATIL (G/L)    0,64
SO2 LIVRE (MG/L)    12          SO2 TOTAL (MG/L)    45          AÇÚCAR RESIDUAL (G/L)    0,8
MASSA VOLÚMICA (G/ML)    0,9906         
PRODUCÃO    316 garrafas

SUGESTÃO DE ACOMPANHAMENTO    Cordeiro, carnes vermelhas, carnes brancas, pato e bacalhau

Ficha técnica - A Palheira 2013

Desde 2010, Antonio Madeira, francês luso-descendente com raizes familiares no Dão Serra da Estrela, tem vindo a pesquizar e a cultivar vinhas velhas situadas em sitios especiais com paixão, dedicação e precisão, aplicando métodos respeituosos pela vida dos solos e que facilitam a expressão do « terroir » nos vinhos. Não utiliza herbicidas e trabalha os solos manualmente com enxadas e a ajuda de um cavalo.

No sopé de Serra da Estrela, 2013 foi um ano de longa e boa maturação. A qualidade dos vinhos de 2013 ficou ligada as uvas que foram vindimidas antes ou depois de uma semana intensa de chuva que occoreu em fim de Setembro. Felizmente no nosso caso, conseguiu-se vindimar toda a produção nos ultimos dias que antecederam a chuva.

A Palheira é um vinho que so sera lançado nos melhores anos, mostrando o melhor blend do ano. Respeitando a tradição regional do vinho de lote, A Palheira 2013 resulta da selecção das melhores barricas de 2013. Contribuem para este blend 4 pequenas vinhas velhas, com idades entre os 50 e os 90 anos. Juntas formam um conjunto harmonioso que mostra o que o Dão Serra da Estrela tem de melhor para oferecer.

VINIFICACÃO
A filosofia de vinificação esta focada na procura da expressão do terroir da Serra da Estrela. Como tal, não foi utilizado nenhum produto enologico a não ser o sulfuroso.
A fermentação alcoolica realizou-se naturalmente com as leveduras indigenas, em dornas abertas.
Procurou-se pouca extracção, trabalhando-se por « infusão » na procura da elegância e finesse caracteristica da região.
A temperatura de fermentação foi regulada com sacos de gelo e o frio das noites serranas. 
Depois de prensado, o vinho passou directamente para barricas usadas de carvalho francês, onde realizou a fermentação maloláctica até a primavera seguinte e estagiou  durante 18 meses. Seguiram-se mais 3 meses de estagio e harmonização do lote em inox.
O engarrafamento foi efectuado em Julho de 2015.

NOTAS DE PROVA
Vinho de guarda, cheio de energia, apresenta-se ainda muito jovem, a pedir tempo de garrafa. Aroma de grande finesse, flores, fruta cristalina, resinas e minerais conjugam-se num nariz puro, original e complexo. Boca salivante, densa e elegante, muito fresca, cheia de energia, a pedir comida por perto. Final longo e granitico.

INFORMACÃO TECNICA
PRODUTOR    Antonio Madeira          REGIÃO    Dão (Portugal)          TIPO DE SOLO   Granito
VINHA    Quatro parcelas de vinhas velhas          IDADE DAS CEPAS    50 a 90 anos
CASTAS    Field blend de castas autoctones composto a 75% por Baga, Jaen e Tinta Amarela. Nos restantes 25% entram mais de 20 castas antigas, algumas delas esquecidas e em vias de extinção : Marufo, Tinta Pinheira, Negro Mouro, Tinta Carvalha, Bastardo, Alfrocheiro, Touriga Nacional, Alicante Bouschet e muitas outras.
ALTURA DO MAR    500 a 600m          CONDUCÃO DAS VINHAS    Guyot
PERIODO DE VINDIMA     A volta de 20 de Setembro 2013          
FORMA DE VINDIMA    Manual
FERMENTACÃO    Leveduras indigenas, dornas abertas com temperatura controlada
MALOLACTICA    Barricas usadas           ENGARRAFADO    Julho de 2015
ESTAGIO    18 meses em barricas usadas de carvalho francês (225 L), mais 3 meses em inox.
ALCOOL (%)    13,6          PH    3,52          ACIDEZ TOTAL (G/L)    5,91          
ACIDEZ VOLATIL (G/L)    0,62
SO2 LIVRE (MG/L)    20          SO2 TOTAL (MG/L)    57          AÇÚCAR RESIDUAL (G/L)    0,7
MASSA VOLÚMICA (G/ML)    0,9910
PRODUCÃO    808 garrafas

SUGESTÃO DE ACOMPANHAMENTO    Cordeiro, carnes vermelhas, carnes brancas, pato e bacalhau

Techsheet - A Palheira 2013 (red wine)

History has taught us that Dão belongs to those places that Man has long-recognised as exceptional for producing great wines. Despite its enormous potential to produce red and white wines, it is a region that continues to stubbornly remain out of the limelight.

António Madeira, who is French of Portuguese descent, has his roots in the foothills of Serra da Estrela. Since 2010, António Madeira has been researching, the places in this sub-region, that our ancestors elected as the best for vine, those that we might call the «Grands Crus of the Dão highlands» and found a series of old vines that are distinctive because of the authenticity of their grape varieties, the characteristics and nuances of their granite soils and sun exposures.

2013 was a year of long and good maturation. Fortunately in our case, it was achieved harvesting all the grapes in the last days before the week of heavy rain that occurred at the end of September.

A Palheira is a blend to be released only on the best years, showing the best blend of the year.
Respecting the regional tradition of blended wine, A Palheira 2013 results from the selection of the best barrels of 2013. 4 small old vines, aged between 50 and 90 years old, constribute to this blend. Together, they reach a harmonious whole that shows the best Dão Serra da Estrela has to offer.

VINIFICATION
The vinification philosophy was to respect the grapes and nature and focus on seeking the expression of the terroir of Serra da Estrela, thus, no other product was used except sulphur.
Alcoholic fermentation took place in open vats with traditional treading and began naturally, with the yeast from the vine itself, to express its identity in the purest form.
Very little extraction was sought. After pressing, the wine was placed directly into used French oak barrels, where malolactic fermentation took place until the following spring and where it aged for 18 months. Bottling took place in July 2015.

TASTING NOTES
Still very young, full of energy, showing  ability to age in bottle. Great finesse, flowers, crystal fruit, resins and minerals combine in a pure nose, unique and complex. Mouth salivating, dense and elegant, very fresh, full of energy, demanding food around. Long finish and granitic.

TECHNICAL INFORMATION
PRODUCER : António Madeira          REGION : Dão – Serra da Estrela          SOIL TYPE : Granite
VINEYARDS : 4 small old vineyards          AVERAGE VINE AGE : from 50 up to 90 years old
GRAPE VARIETIES : Field blend of Jaen, Tinta Amarela , Baga (75% with these 3 varieties) and 20 other native grape varieties
ALT. FROM SEA LEVEL : 500/600 m          PRUNING METHOD : Guyot          
HARVEST PERIOD : End of September 2013          HARVEST METHOD : Hand picked
FERMENTATION : Indigenous yeasts, open vats with controlled temperature
MALOLACTIC : Used barrels         
AGEING : 18 months in used French oak barrels (225 L) and 3 months in stainless steel tanks
BOTTLED : July 2015
 ALCOHOL : 13.6%          PH    3,52          TOTAL ACIDITY (G/L)    5,91          
VOLATILE ACIDITY (G/L)    0,62
FREE SO2 AT BOTTLING (MG/L)    20          TOTAL SO2 (MG/L)    57         
RESIDUAL SUGAR (G/L)    0,7
VOLUMIC MASS (G/ML)    0,9910
PRODUCTION : 808 bottles

FOOD SUGGESTIONS : Lamb, duck, codfish.

Techsheet - Moreish 2013


History has taught us that Dão belongs to those places that Man has long-recognised as exceptional for producing great wines. Despite its enormous potential to produce red and white wines, it is a region that continues to stubbornly remain out of the limelight.

António Madeira, who is French of Portuguese descent, has his roots in the foothills of Serra da Estrela. Since 2010, António Madeira has been researching, the places in this sub-region, that our ancestors elected as the best for vine, those that we might call the «Grands Crus of the Dão highlands» and found a series of old vines that are distinctive because of the authenticity of their grape varieties, the characteristics and nuances of their granite soils and sun exposures.

2013 was a year of long and good maturation. Fortunately in our case, it was achieved harvesting all the grapes in the last days before the week of heavy rain that occurred at the end of September.

Luis Lopes, winemaker at Quinta da Pellada, has been helping me to make the wines from the beginning of this adventure. Luis has played a key role in this project. Luis is a great friend and also one of the most talented winemakers of the new Portuguese generation. Open-minded, educated, wise and humble. A person who seeks to make wines as naturally as possible. We share the same philosophy.

After the end of malolactic, Luis tried to make the most thrilling blend with my 2013 red barrels. It resulted in a barrel. Later, each time we tasted that barrel, we thought it would deserve to be bottled separately. It was what we did.

I told to Luis to choose the name of the wine and to design the label, because this would be "his" wine, in order to honor his talent and all the support he has given me since 2010. Luis chose the name « Moreish », a word that perfectly expresses what we feel when we drink this wine.

VINIFICATION
The vinification philosophy was to respect the grapes and nature and focus on seeking the expression of the terroir of Serra da Estrela, thus, no other product was used except sulphur.
Alcoholic fermentation took place in open vats with traditional treading and began naturally, with the yeast from the vine itself, to express its identity in the purest form.
Very little extraction was sought. After pressing, the wine made the malolactic in stainless steel and then went into a used french oak barrel in which it aged for 12 months.
Bottling took place in July 2015.

TASTING NOTES
High ability to age, wine focused on its terroir. Open 1 to 2 hours before drinking. Subtle aroma, complex, tough cherry, bush. Elegant and silky mouth, full of energy, fresh and tense. Stimulates buds. Very Moreish !

TECHNICAL INFORMATION
PRODUCER : António Madeira          REGION : Dão – Serra da Estrela          SOIL TYPE : Granite
VINEYARDS : 3 small old vineyards          AVERAGE VINE AGE : from 50 up to 120 years old
GRAPE VARIETIES : Field blend of Jaen, Tinta Amarela , Baga (75% with these 3 varieties) and 20 other native grape varieties
ALT. FROM SEA LEVEL : 500 m          PRUNING METHOD : Guyot          
HARVEST PERIOD : End of September 2013          HARVEST METHOD : Hand picked
FERMENTATION : Indigenous yeasts, open vats with controlled temperature
MALOLACTIC : Used barrels         
AGEING : 6 months in stainless steel tank followed by 12 months in used French oak barrels (225 L)
BOTTLED : July 2015
 ALCOHOL : 13.6%          PH    3,62          TOTAL ACIDITY (G/L)    5,91          
VOLATILE ACIDITY (G/L)    0,69
FREE SO2 AT BOTTLING (MG/L)    16          TOTAL SO2 (MG/L)    46         
RESIDUAL SUGAR (G/L)    0,6
VOLUMIC MASS (G/ML)    0,9911
PRODUCTION : 288 bottles

FOOD SUGGESTIONS : Lamb, duck, codfish.

Ficha técnica - Moreish 2013


Desde 2010, Antonio Madeira, francês luso-descendente com raizes familiares no Dão Serra da Estrela, tem vindo a pesquizar e a cultivar vinhas velhas situadas em sitios especiais com paixão, dedicação e precisão, aplicando métodos respeituosos pela vida dos solos e que facilitam a expressão do « terroir » nos vinhos. Não utiliza herbicidas e trabalha os solos manualmente com enxadas e a ajuda de um cavalo.

No sopé de Serra da Estrela, 2013 foi um ano de longa e boa maturação. A qualidade dos vinhos de 2013 ficou ligada as uvas que foram vindimidas antes ou depois de uma semana intensa de chuva que occoreu em fim de Setembro. Felizmente no nosso caso, conseguiu-se vindimar toda a produção nos ultimos dias que antecederam a chuva.

Luis Lopes, énologo da Quinta da Pellada, tem-me ajudado a fazer os vinhos desde o inicio desta aventura. O Luis tem tido um papel fundamental neste projecto. Alem de grande amigo, vejo o Luis como um dos mais talentosos enologos da nova geração portuguesa. Uma pessoa aberta, culta, sabia e humilde. Uma pessoa que procura fazer vinhos o mais naturalmente possivel. Partilhamos a mesma filosofia e hoje em dia não trocaria o Luis por nenhum enologo, por mais famoso que seja.

Um dia em que estavamos a trasfegar os tintos de 2013, depois do fim da malolactica, o Luis procurou fazer o lote que mais o emocionasse. Resultou uma barrica em que entraram vinhos de 3 vinhas velhas. Mais tarde, cada vez que provavamos aquela barrica, ficavamos sempre com a ideia de que ela merecia ser engarrafada a parte. Foi o que fizemos.

Pedi ao Luis para escolher o nome do vinho e para criar o rotulo, porque este seria o « seu » vinho. Um vinho que serve para homenagear o talento do Luis e todo o apoio que ele me tem dado desde 2010. O Luis escolheu o nome « Moreish », palavra inglesa que expressa perfeitamente a ideia que o Luis tinha em cabeça no momento de criar o lote : « beber um copo e chorar por mais ! ».

VINIFICACÃO
A filosofia de vinificação esta focada na procura da expressão do terroir da Serra da Estrela. Como tal, não foi utilizado nenhum produto enologico a não ser o sulfuroso.
A fermentação alcoolica realizou-se naturalmente com as leveduras indigenas, em dornas abertas. Procurou-se pouca extracção, trabalhando-se por « infusão » na procura da elegância e finesse caracteristica da região. A temperatura de fermentação foi regulada com sacos de gelo e o frio das noites serranas. 
Depois de prensado, o vinho fez a malolactica em inox e depois passou para uma barrica usada de carvalho francês, onde estagiou  durante 12 meses. O engarrafamento foi efectuado em Julho de 2015.

NOTAS DE PROVA
Vinho de guarda, cheio de energia, focado na sua origem, abrir 1 a 2 horas antes de beber.
Aroma subtil, complexo, cereja rija, mato. Boca elegante e sedosa, cheia de energia, fresca e tensa. Estimula a papilas. Como sugere o nome, um vinho de « beber um copo e chorar por mais ».

INFORMACÃO TECNICA
PRODUTOR    Antonio Madeira         REGIÃO    Dão (Portugal)          TIPO DE SOLO   Granito
VINHA    3 parcelas de vinhas velhas          IDADE DAS CEPAS    50 a 120 anos
CASTAS    Field blend de castas autoctones composto a 75% por Baga, Jaen e Tinta Amarela. Nos outros 25% entram mais de 20 castas antigas.
ALTURA DO MAR    500m          CONDUCÃO DAS VINHAS    Guyot
PERIODO DE VINDIMA     A volta de 20 de Setembro 2013          
FORMA DE VINDIMA    Manual
FERMENTACÃO    Leveduras indigenas, dornas abertas com temperatura controlada
MALOLACTICA    Inox
ESTAGIO    6 meses em inox, seguidos de 12 meses em barricas usada de carvalho francês (225 L).
ENGARRAFADO    Julho 2015
ALCOOL (%)    13,6          PH    3,62          ACIDEZ TOTAL (G/L)    5,91          
ACIDEZ VOLATIL (G/L)    0,69
SO2 LIVRE (MG/L)    16          SO2 TOTAL (MG/L)    46          
AÇÚCAR RESIDUAL (G/L)    0,6
MASSA VOLÚMICA (G/ML)    0,9911
PRODUCÃO    288 garrafas

SUGESTÃO DE ACOMPANHAMENTO    Cordeiro, carnes vermelhas, carnes brancas, pato e bacalhau