quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

As 6 vindimas de tintos 2013

A vindima de 2013 foi complexa por varios motivos.
Complexa pela lentidão das maturações, pelas condições climaticas, mas tambem no meu caso ainda mais complexa por terem sido 7 vindimas a ter de gerir num curto espaço de tempo.
Uma vindima de branco e 6 de tintos.

Os 6 tintos provêm de 6 vinhas velhas diferentes.
Cada uma tem as suas particularidades, quer em termos de castas, de idade, de solo, de exposição solar, de altitude, etc...

Ja conhecem a vinha salva em 2010, aquela que podem a partir de agora provar no vinho engarrafado de 2011. Alem dela, este ano tratei e vindimei mais 5 vinhas pela primeira vez.




Como sabem o objectivo do projecto é identificar os "grands crus" do Dão serrano. Por isso cada vinha foi vindimada e vinificada a parte, de maneira a poder conhecê-las bem.
Caso resulte bem, estou a ponderar engarrafa-las separadamente, de maneira a que cada vinho expresse a sua vinha de origem, a boa maneira borgonhesa.

Vindimado o branco, pude virar agulhas para os tintos.

A primeira vinha a estar pronta para vindimar era a vinha centenaria.
Era a vinha com as maturações mais adiantadas, indicando ja 13% de alcool provavel.
Quinta-feira 19 de setembro de manhã, no dia a seguir a vindima do branco, pela fresca, la voltamos então a vinha centenaria para realizar a primeira vndima de tinto do ano.


Esta ja estava safa!

Nestes dias andava preocupado com as previsões meteorologicas, pois daqui a uma semana anunciavam chuva durante dias seguidos. Mas não me podia precipitar a vindimar logo o resto, pois as maturações estavam mais atrasadas, avançavam lentamente. Tinha de tentar deixa-las avançar até ao ultimo momento antes da chuva.
Era importante conseguir vindimar tudo antes das chuvas. 
Pois com a carga de chuva que anunciavam, as uvas poderiam depois encherem de agua e os seus componentes ficarem mais diluidos. Poderia tambem aparecer a seguir focos de podridão. 

Como se isso ja não bastasse, outro risco que tinha de ter em conta é que a chuva iria lavar as peliculas da uva, levando com ela as leveduras tão preciosas para a fermentação alcoolica. Isso não é problematico para a maior parte dos produtores, pois quase sempre utilizam leveduras de laboratorios para fermentarem o vinho. 
Ora no meu caso, não utilizo essas leveduras exogenas. 
Como pretendo expressar o local da vinha, fermento o vinho naturalmente, com as leveduras da propria uva, as leveduras vindas da vinha.
Ora se chove muito e as uvas ficam lavadas, fico sem parte das leveduras indigenas, correndo então o risco de a fermentação não arrancar ou de não ir até ao fim...
Conciente destes riscos tinha mesmo de conseguir vindimar tudo antes da chuva. Caso contrario seria dificil conseguir expressar os terroirs de cada vinha.


Dois dias depois, no sabado 21 de manhã, fomos vindimar a vinha velha dos clones antigos de Jaen. Vinha virada a norte, o que me parece interessante por permitir atrasar a maturação desta casta precoce. Permite tambem preservar frescura nesta casta que perde facilmente acidez se apanhada demasiado tarde.


Solos desde sempre trabalhados a mão, a enxada. Solos graniticos que nunca conheceram nem herbicidas, nem tratores. Solos por isso arrejados e cheios de vida, portanto solos aptos a expressão do terroir.


Esta foi das raras vinhas que apresentavam uma quantidade de branco abaixo de 5%.
Como tal decidi apanhar tudo junto para assim experimentar uma vinificação a moda antiga.


Faltavam então mais 4 vinhas por vindimar o tinto e as previsões ameaçavam a partir do meio da semana seguinte. Fui esperando, esperando, mas a cada dia que passava, as previões pioravam...
Segunda-feira, tive de tomar uma decisão.
Anunciavam chuva intensa durante varios dias a partir de quinta-feira.
As quatro vinhas teriam de ser vindimadas nos dois dias que restavam antes da chuva.
Por isso na segunda-feira, alem de tratar das vinificações ja em curso, foi dia de organizar as vindimas e avisar o pessoal da vindima.


Esses dois dias forem super intensos, 4 vindimas e ao mesmo tempo vinificações a seguir e mais uns quantos assuntos a resolver. Não foi facil e confesso, ao fim dos dias estava mesmo de rastos com o cansaço. Mas la conseguimos!

Começamos na terça-feira de manhã cedinho por uma vinha velha situada no cimo de um monte, perto da centenaria. Vinha praticamente abandonada, em estado em que pouco falta para de qualificar de selvagem.


Vinha num sitio como ha poucos, solos pobres, onde tem mandado a natureza, esposição exepcional com um poente fantastico no cimo deste monte. Vinha cuja idade se desconhece precisamente, mas desde que ha memoria sempre ali houve aquela vinha.

Vinha mal tratada nos ultimos anos e em que terei agora a responsabilidade e o privilégio de mimar!


Depois da tradicional "buxa", a vindima prosseguiu noutra vinha que recuperei este ano e de que ja vos tinha falado no ultimo inverno.











Vinha que iria ficar por podar ja este ano se não lhe pegava. Vinha portanto que tinha a morte prometida.


O solo desta encosta é muito pedragoso e cheio de nuances, com partes com bocados de granito grandes e outras com granitos mais finos e cor de rosa.


No ultimo inverno, quando descobri a vinha e provei o vinho caseiro do dono, em garrafão, tinha ficado espantado pelo caracter do vinho, onde a mineralidade profunda sobressaia entra a fruta vermelha fresca.


No ciclo que agora terminou, não deu para realizar grandes trabalhos de recuperação, pois descobria ja em inicio de março. So deu para a podar e realizar os tratamentos, basicamente. Foi podada deixando geralmente apenas 3 a 4 olhos, pois a vinha notava-se que estava fraquinha em termos de vigor. Este ano tera de ser bem trabalhada. Trabalhar os solos com o cavalo e estrumar, a ver se ganha uma nova juventude.


Com o avançar do ciclo vegetativo deu para ir percebendo as castas presentes. Nas tintas, tive a surpresa e o prazer de descobrir que a casta mais presente era o Bastardo!
Essa casta, que a par do Jaen, deixa os velhotes do sopé da Serra da Estrela, com os olhos a brilhar quando falam dela!


Apesar de ser uma casta precoce, este ano, tal como as outras custou bastante a amadurecer.
Por isso foi mais um vinho com 12,5% de alcool provavel que se vindimou.

Da parte da tarde, subimos a Serra, para ir vindimar a vinha centenaria que tambem estou a começar a recuperar ja a 600m em altitude, em plena encosta da Serra.


Mais uma vinha que nunca conheceu nem tractor, nem herbicida.


Mais uma vinha em que deposito grandes expectativas!


Terminada a terceira e ultima vindima do dia, ja no fim da tarde, voltamos para a adega.


Faltava ainda muito trabalho para acabar o dia.
3 vindimas para desengaçar e encubar nas dornas.
O dia ja so acabaria com a noite adiantada.

No dia a seguir chegava a ultima das vindimas do ano, o da vinha que salvei em 2010 e cujo vinho de 2011 esta ja engarrafado e a venda.

A primeira que tratei e a maior de todas com os seu ha.

Vinha que esteve a beira da morte depois de 3 anos sem ser podada. Hoje em dia com todo o carinho e todos os miminhos que levou desde 2010, esta lindissima, como provavelmente nunca esteve.


A geada de fim de abril tinha afectado fortemente esta vinha. No final deu para perceber que se perdeu com a geada mais ou menos 50% da produção do ano. Mesmo assim não me posso queixar muito, pois na altura cheguei a temer ter perdido 90% da produção...
Assim sendo consegui ainda uns 1700 L deste ha de vinha.

Assim terminou a vindima de 2013.

No dia seguinte, as previsões confirmaram-se com a chuva a iniciar. Seguiu-se então um diluvio de uma semana. Ja com tudo na adega, pude me considerar feliz!



domingo, 24 de novembro de 2013

A vinificação do branco

Como expliquei no post da vindima do branco, fui apanhar o branco a parte do tinto em 5 vinhas velhas do sopé da Serra da Estrela, pois tradicionalmente nas vinhas velhas da região, o branco e o tinto estão misturados.
Depois de apanhadas, vinificamos as uvas brancas todas juntas.
A vinificação do branco foi conduzida pelo Luis Lopes, o enologo responsavel pela adega da Quinta da Pellada.
O Luis tem-me acompanhado desde o inicio desta aventura. Muito tenho aprendido com ele. Tornou-se um grande amigo!
E claramente das pessoas que mais gosto neste mundo dos vinhos, das pessoas com quem mais me sinto em sintonia.


O Luis é uma pessoa que sabe o que faz. 
Partilho com ele a mesma maneira de abordar o vinho, ou seja uma perspectiva orientada para a expressão do sitio onde nascem as uvas.
Inicialmente, o Luis desenvolveu esta perspectiva quando estagiou na Borgonha, no Domaine des Comtes Lafon. 
La, pode aprender as melhores praticas de expressão do terroir, quer na vinha com as praticas biodinamicas, quer na adega com praticas naturais, sem intervenções enologicas adetulradoras.

São linhas orientadoras que temos vindo a por em praticas nas vinificações, e neste caso o branco não foi exepção.

Preparado o material, começamos então a despejar as caixas de uvas brancas para dentro da prensa pneumatica.



Nos brancos a prensagem é uma etapa essencial e que, contrariamente ao tinto, se desenrola logo no inicio da operações de vinificação.

Na fase da prensagem, pudemos contar com o apoio de outro grande Senhor do Dão, aquele sem quem a minha aventura não poderia ter ido para frente.







Enquanto as uvas eram prensadas, o mosto caia para um recipiente por baixo da prensa.

Como no branco é muito sensivel a riscos de oxidação, protegemos o mosto com gelo seco que ao contacto com o mosto libertar CO2.

Forma-se assim uma camada de CO2 por de cima do mosto, protegendo-o do oxigénio.
Depois prensagem ligeira o mosto foi bombeado para dentro da cuba de decantação.

E na parte da decantação, e depois na parte da fermentação, que residem as grandes diferenças com os processos industriais largamente utilizados na quase totalidade dos vinhos brancos "modernos" made in Portugal.
A principal diferença é que não utilizamos nem enzimas, nem leveduras exogenas.
Nos métodos industriais, os enologos querem o maximo de segurança. Utilizam então as enzimas para levar as borras todas para o fundo da cuva.
O problema das enzimas é que levam mesmo tudo, rapam tudo! Quer sejam borras boas ou borras mas, vai tudo!
Depois o vinho fica como que nu, ja não consegue fermentar sozinho. Os enologos têm então de inocular leveduras de laboratorio para o mosto fermentar. uma marca de laboratorio. Os vinhos assim criados não expressam uma terra, um local, mas sim um laboratorio.
No nosso metodo, fazemos a decantação naturalmente, sem deitar nada, a não ser sulfuroso.
O sulfuroso, como antioxidante e antiseptico, utilizado nas doses certas, sem abusos, serve para proteger da oxidação e de alterações. 
Mas tambem serve atrasar o arranque da fermentação.
Da assim tempo as borras para pausarem naturalmente.

Utilizamos o frio para que as leveduras fiquem calmas e não arranquem logo.
Assim durante 3 dias não arranca e podemos então passar o vinho para outra cuba.
Caso contrario, se arranca-se a fermentação, ficariam as borras em suspensão no mosto e seria impossivel separar as borras mas do mosto.

Depois de 3 dias, as borras estão pousadas no fundo da cuba, por camadas. Podemos então passar o vinho a limpo para outra cuba, aproveitando apenas as borras boas que servirão para fermentar, para transformar o mosto num vinho que expresse a sua origem.
Começamos então a passagem a limpo, passando primeiro a parte limpa de borras para outra cuba, até chegar ao cimo das borras. Paramos então a bombagem, para apanhar as borras boas num processo mais manual e meticuloso.
As borras no fundo da primeira cuba, estão estruturadas em camadas de cores diferentes.
A camada mais alta é amarela. Aproveitamos essa borra amarela toda e juntamos-a ao mosto limpo na cuba de fermentação.
Depois por baixo ha a borra cor de laranja. Aproveitamos essa tambem e deitamos-a tambem para a cuba de fermentação.
Depois no fundo da cuba de decantação, fica a borra preta. Essa é ma, ja não a queremos e deitamos-a fora.
Ficamos assim com o mosto limpo misturado com as borras amarelas e laranja, borras boas.
Deixamos então a temperatura subir um pouco e arranca a fermentação naturalmente, sozinha, graça as borras boas.
O mosto fermenta assim com as leveduras da propria uva, da propria vinha e vai por isso poder expressar o local donde vem, o que chamamos "Terroir".

No momento em que escrevo este post, passados mais de dois meses depois da vindima, a fermentação ainda continua, agora ja numa fase final em que as leveduras estão a acabar de transformar o pouco açucar que resta em alcool.

Como o mosto esta em movimento com o gaz da fermentação, não é preciso realizar por enquanto batonagem, pois essa função tem sido assegurada pelo proprio mosto em fermentação.




Assim que terminar a fermentação, as analises e a prova indicara os proximos passos a seguir.

sábado, 16 de novembro de 2013

A vindima do branco

Quarta-feira 18 de Setembro de 2013, são 7h30 da manhã.
O pessoal junta-se a porta de casa.
Amigos e familiares disponibilizaram-se para virem ajudar neste dia tão especial, o primeiro dia de vindimas em 2013!

Este dia tambem é especial, por ser a primeira vez, desde que iniciei esta aventura em 2010, que vou vindimar branco!


O objectivo do dia é ir vindimar a 5 vinhas diferentes.
5 vinhas velhas do sopé da Serra da Estrela.
5 vinhas onde a tradição da mistura das cepas brancas e tintas na mesma vinha se mantem.


5 vinhas onde vamos neste dia apanhar apenas o branco e deixar o tinto continuar a amadurecer nas videiras.


Ainda é de manhã cedo, o sol levantou-se a pouco. Nesta altura, no sopé da Serra da Estrela, as manhãs começam bem frescas. Casacos ou camisolas são precisos.


Rumamos a primeira vinha a vindimar, aquela onde as uvas se apresentam mais maduras, a vinha centenaria!


Aqui as uvas brancas estão bem douradas. 
Uvas de castas muito antigas na região, aquelas que ja ca estavam ha mais de cem anos.


Estas cêpas testemunham daquilo que era o Dão serrano no fim do século XIX / inicio do século XX.
Puro museu vivo!


Muita casta diferente!
Bical talvez seja a mais presente. Depois encontramos muita coisa, Encruzado, Cercial, Fernão Pires, Rabo de Ovelha, Siria... E muitas outras que nem sabemos do que se trata...


Nesta encosta virada para Sul/Este, mesmo em frente a Serra, os solos são do mais pobre possivel, granito e mais granito!


Em principio, a profundidade das raizes centenarias deverão captar os minerais e aguas que a vinha necessita, e traduzir isto na complexidade aromatica do vinho e na sua mineralidade.


Termina a vindima do branco desta vinha.
As uvas tintas ficaram para tras. 

Chega então a hora da tradicional "buxa"!
Momento de convivio por excelência!
Momento que permite recargar baterias antes de atacar a proxima vindima.


Da parte da manhã ainda conseguimos vindimar o branco de outras duas vinhas velhas.
Uma outra vinha centenaria situada no cimo de um monte virado a sul.
E outra vinha velha, com 50 anos, num solo muito pedragoso, com varios tipos de granitos, brancos, cinzentos e cor de rosa. Orientação a poente.



Na parte da tarde, vindimamos o branco de outra pequena vinha velha abaixo da anterior, vinhas irmãs se assim podemos dizer. 

Nestas duas vinhas, a casta branca que mais encontramos é seguramente o Cercial. 
Casta acida por excelência! Super complicada, de maturação muito longa, cachos muito apertados e bagos pequeninos. 
E uma casta enganadora, quando olhamos para ela, não é rara a vez em que nos parece madura, de um lado esta amarelo palha ou mesmo quase castanha, pegamos no cacho e vemos então que do outro lado esta verde. Houve por isso varios cachos que decidimos deixar para tras.


Terminada a vindima do branco desta vinha, rumamos então a ultima das 5 vinhas do dia!



Subimos então a Serra.
Se todas as vinhas que trato estão em pleno parque natural da Serra da Estrela, então neste caso ja estamos mesmo em plena Serra.


Apesar da altitude (acima de 600m), as uvas desta vinha centenaria conseguem amuderecer, graças a boa exposição solar, virada a poente.


Aqui a terra sempre foi trabalhada a mão, ou seja a enxada.
Esta terra nunca soube o que é um erbicida!



Produz assim uvas do mais puro que pode haver!


Sentimos que estamos num sitio especial!

Num sitio com alma!


Vindimamos assim mais umas caixas para juntar ao blend final!


Por isso, o meu primeiro branco, não so sera field blend, sera um blend de 5 field blends!


Terminada a ultima das cincos vindimas de branco, levamos as ultimas caixas para o fresco da adega dos meus amigos da Quinta da Pellada.

Ao todo, as 5 vindimas renderam 500L, quantidade muito pequena, mas espero de alta qualidade!


Ao fim do dia, mais o Luis e o Alvaro, iriamos prensar e iniciar o processo de vinificação natural.
Mas isso contarei no proximo episodio!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

EVS 2013 - O balanço

Como sabem, estive em Lisboa no ultimo fim de semana a apresentar o meu 2011 no Encontro com os Vinhos e Sabores.

Os projectos Niepoort proporcionaram-me esta oportunidade e devo dizer que foi para mim uma experiência fantastica!

Foi a primeira vez que fui a uma feira como expositor e não podia ter corrido melhor. 
Gostei muito do contacto com as pessoas. 

Ver as reacções dos enofilos ao vinho, ainda por cima positivas, confirmou-me que todo o trabalho desenvolvido até aqui valeu a pena!

Ha quem diga que os portugueses não gostam dos vinhos elegantes. Sinceramente não foi a ideia com que fiquei depois destes excelentes 3 dias!

Foi tambem uma oportunidade para rever amigos que ja não via ha algum tempo e conhecer ao vivo pessoal que ja conhecia via net e facebook.

Foi por exemplo o caso do Vitor Claro, cujos pratos me deixaram encantado, numa memoravel prova dos Baga Friends. Bela pessoa e bela cozinha!

Foram portanto 3 dias cheios de emoções, recheados de belos encontros!

Resta-me a agradecer ao pessoal da Niepoort a oportunidade e todo o apoio que me dão!
Um abraço especial ao João Rico, uma pessoa 5 estrelas!
E outro a todos vos pela felicidade que me deram ao visitarem-me!

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Venham provar o 2011 este fim de semana!

Sabado 9, Domingo 10 e Segunda-feira 11 de Novembro estarei em Lisboa no EVS, para divulgar o meu projecto e dar a provar o meu Dão 2011.

Espero por vocês no stand da Niepoort Vinhos !