sexta-feira, 28 de março de 2014

Dão 2011 in Catavino

From Simon Woolf's report about Simplesmente Vinho 2014, in Catavino :

This tasting was much more about new discoveries than established names. A serious looking young man poured me a superb “Vinhas Velhas” from the Dão. His story was as captivating as the wine. Half Portuguese half French António Madeira lives in Paris, but now spends every available weekend and holiday returning to half a hectare of abandoned vineyards, to craft this exquisitely focused red. Madeira explained “I had to come and do this. Too many winemakers here just go for over-extraction and oak ageing. That’s a pity. I want to show that our wines can be elegant.”
According to Isabelle Legeron’s Raw Fair manifesto, Madeira would qualify as a natural winemaker. 
Here's the link :
http://catavino.net/2014-porto-simplesmente-vinho/

terça-feira, 25 de março de 2014

O branco 2013 - work in progress

Ja vos tinha contado a vindima do branco aqui

E a sua vinificação natural aqui


Depois do fim de a fermentação em Dezembro (3 meses!!!), bloqueou-se o arranque da malolactica com sulfuroso. Desde então tem-se feito bâtonnage, o que explica o aspecto nestas fotos de inicio de Março.


O vinho esta cada vez melhor, ja não se nota tanto aqueles aromas a panificação da altura da fermentação, nem aqueles aromas florais que se encontram em alguns vinhos brancos do Dão e que pessoalmente não me encantam muito.


Pelo contrario e para meu agrado, em Março o vinho estava a ficar mais sério, mais contido no aroma.
A boca mostrava pureza, força e equilibrio, num estilo de branco de Outono que não passou por barrica.
Veremos como se portara no proximo episodio.
Por enquanto, é deixa-lo percorrer o seu caminho.

domingo, 23 de março de 2014

Preparando o engarrafamento do Dão 2012

Enquanto o 2011 vai aos poucos entrando no mercado, começa-se a preparar o engarrafamento do 2012.


2012 tinha sido um ano tardio, onde a seca hivernal se traduziu por menos agua que o habitual nos solos.


Em consequencia, a falta de agua gerou uma fotosintese mais lenta.

A lentidão das maturações e as adversidades climatericas levaram-me a me adaptar, vindimando a vinha em duas vezes, no espaço de 2 semanas.

Obtive assim 7 barricas do V1 (vindima 1) e 5 do V2 (vindima 2)



Ambos com 12,5%, ambos da mesma vinha, ambos naquela linha fina e precisa, mas ao mesmo tempo diferentes.

No V1 apanhamos os cachos que estavam mais adiantados a volta do equinocio, cachos principalmente da casta Tinta Pinheira, a casta mais precoce desta vinha.


Os cachos mais tardios, de Baga, Negro Mouro e Tinta Amarela, ficaram a amadurecer, sendo vindimados duas semanas depois, ja em Outubro.





Desde o inicio este vinhos me têm entusiasmado.

Consoante a altura, um mostra-se mais bonito e harmonioso do que o outro.

Por vezes mesmo de um dia para o outro...
Afinal é normal, são seres vivos!

Ao seguirmos a evolução dos vinhos na adega é que nos apercebemos verdadeiramente destes fenomenos.

Agora, chegou a altura de voltar a juntar estes irmãos gêmeos separados a nascença.



A primeira etapa da preparação do engarrafamento decorreu em dezembro.
Consistuiu em recolher amostras de cada uma das 12 barricas desta colheita.


A prova das amostras de cada barrica permitiu-nos verificar que todas estão otimas e que esta mesmo a chegar a hora de engarrafar, pois apesar de as barricas serem usadas (nesta altura entre os 3 e 4 anos) não quero prolongar mais o estagio em barrica, para não marcar demasiado o vinho. So quero expressão do terroir!

Neste momento ambos estão vivos e finos na boca, com aquele brilho dos vinhos naturais. O nariz profundo e mineral, encanta pela sua complexidade e autenticidade.


Em Janeiro, o meu amigo Luis Lopes, da Qta da Pellada, juntou-os em cuba inox, onde ficara umas semanas a harmonizar.

O engarrafemento podera então realizar-se assim que o tempo aquecer um pouco la mais para Abril ou Maio.

Não ha pressas, este tipo de vinho precisa de tempo e depois de engarrafado ficara na garrafa a repousar varios meses.

O ideal até seria ficar a estagiar na garrafa mais de um ano antes de se começar a comercializar.

Pois como tem mostrado o 2011, o tempo em garrafa so faz bem. Tivesse eu capacidade financeira so agora pensaria em começar a vendê-lo.



Afinal estamos a falar de Dão, a região portuguesas por excelência de vinhos de guarda.

Como diz o Luis Lopes, com este 2012 estamos perante o que vai ser um grande vinho português!
Acredito que sim, no trabalho e esforço realizado na vinha sei que ninguem na região, e poucos no pais, foram tão longe na busca da excelência!

Os primeiros resultados estão a vista.
O tempo ajudara a confirma-lo!

sábado, 15 de março de 2014

O field blend Baga/Tourigo

Hoje apresento-vos uma das "novidades" de 2014.


Mais uma vinha velha que comecei a tratar este inverno.


Vinha que estava a pedir uma mão.
 

O solo ja não era trabalhado ha mais de 5 anos.


Os 80 anos do dono, irmão do meu avo, ja não lhe permitiam fazer o que sempre tinha feito desde a plantação, trabalhar o solo manualmente, a enxada.



A vinha tinha ficado por isso estes ultimos anos tal como estava na altura da escava ha 5 anos.


Criou-se assim uma sensação estranha nas carreiras, como se andassemos sobre pequenas colinas rijas.


O solo nesta micro-zona costuma no verão enrijecer, ficar mais compacto do que o habitual neste sopé da Serra da Estrela, isto por ter um misto de granito e de barro.


Caracteristicas interessantes, pois palpito que me vai permitir experimentar um estilo um pouco diferente do que tenho feito, um estilo um pouco mais "Robustus", mais potente que lembra aquela expressão da "mão de ferro em luva de veludo".


Estava na altura de agir.


O dono ja não podia e tinha me pedido na altura das vindimas para lhe ficar com a vinha.



Ele ja não tinha forças para a cultivar e a vinha estava a ficar fraquinha.


Levou-me la e gostei do sitio.


Combinamos então ficar eu a dar uma nova vida a esta vinha que o meu tio-avo plantou ha mais de 50 anos na altura da sua juventude.



Na altura da poda tivemos algumas surpresas a nivel das castas.


Pouco Jaen e pouco branco, quando no geral as vinhas velhas desta zona costuma ter bastante de ambos.


A Baga esta la bem presente, talvez uns 60 ou 70%, mas isso ja não admira, pois aqui é que ela tem o seu berço.


A maior supresa foi mesmo encontrar tanta Touriga Nacional, uns 20 ou 30%.
Pois habitualmente nas vinhas velhas a sua presença costuma ser residual.


Temos assim um field blend dominante de Baga e Tourigo, um assemblage que lembra o do Pape.


Este inverno, ja trabalhamos o solo a mão e com o nosso amigo do costume.


A fraqueza da vinha estava a pedir estrume organico.



Fiz-lhe a vontade.


A chuva invernal complicou-nos a vida, foram mais de dois meses sempre a chover.


Isso dificultou muito a intervenção do nosso amigo, tivemos de esperar por tempo seco para acabar o trabalho.


Mas la conseguimos.


Não abusamos na dose, como nos outros casos, apenas distruibimos o estrume carreira sim, carreira não.


E como nos outros casos, não utilizamos adubo quimico.


E de vez em quando o nosso amigo la ia oferecenco mais algum estrume, especial e gratis!


A vinha vai assim poder ganhar novo vigor.


Este ano, ja se devera notar alguma coisa, mas sera sobretudo no proximo que mais se sentira os efeitos.


O vinho esse ja se podera começar a fazer em 2014.
Depois la para 2016/2017 contarei com vocês para ajudar a tornar isto tudo sustentavel!
Posso contar com vocês?

segunda-feira, 10 de março de 2014

Simply fantastic

Simplesmente orgulhoso ao ler este artigo da Sarah Ahmed The Wine Detective.
Sabe bem, da força ver o trabalho arduo reconhecido.

"Antonio Madeira’s day job is engineering.  Based in Paris but from Dão stock he is intent on uncovering the region’s Grand Cru sites and his blog here features some great photos of those sites with which he is working (renting). Judging by his first wine (which he made at Alvaro Castro’s cellar) he is on the right path.  Antonio Madeira Vinhas Velhas Tinto 2011 (Dão) is from a 50 year old field blend vineyard at 450m in the Serra da Estrela which had been abandoned.  Vinified as naturally as possible to preserve its character (wild ferment, gently foot-trodden, aged in used barrels) it’s an exceptionally mineral wine with lovely freshness, fluidity and persistence to its restrained red and black fruits."

Aqui fica o link :
Simply fantastic: Simplesmente Vinho 2014 – the small guys who think big

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Dão 2011 no Simplesmente Vinho

Gostam de vinhos genuinos, de vinhos verdadeiros, que respeitam a terra e os amantes do vinho?

Então não percam o evento mais alternativo do panorama .pt!
O Simplesmente Vinho 2014!

Sexta-feira 28 de Fevereiro e Sabado 01 de Março, juntamente com vinte produtores apaixonados pela terra, esperarei pela vossa visita no Simplesmente Vinho 2014, na Ribeira, no Porto.


O vinho sera acompanhado de petiscos preparados por varios chefes.
Isto tudo num bellissimo local, onde a musica não poderia faltar!

More info em :
https://www.facebook.com/simplesmenteVinho

Até ja!

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Dão 2011 na Essência do Vinho

Estarei no Porto a partir da proxima quinta-feira 27 de Fevereiro, durante 4 dias, para participar em dois eventos.

O primeiro é a Essência do Vinho 2014, onde estarei no stand da Niepoort Projectos para apresentar o meu Dão 2011.


Espero pela vossa visita no Palacio da Bolsa!

domingo, 9 de fevereiro de 2014

The Dão by Antonio Madeira

The History teaches us that the Dão belongs to those places that Man has long recognized as being  special for producing great Portuguese wines .


Despite its huge potential , this region insists in staying in the dark , away from the spotlights.


The Dão is also a region that has been destroying its heritage of old vines, vineyards of field blended autochthonous forgotten varieties.


Antonio Madeira, French Portuguese descent, has his family roots in the foothills of the Serra da Estrela mountain, a subregion of the Dão.


In these highlands , Antonio believes is the historic heart of the Dão, the area that has the highest potential for « vin de garde », fine, fresh , austere and minerals.


Since 2010, Antonio has been looking for the places that our ancestors chose as the most suitable for vineyard in Serra da Estrela Dão subregion. 


Places which could be called the « Grands Crus of the Dão ».


It has thus been found, retrieve and cultivate a series of old vines. 


Vines that stand for authenticity of their native varieties, the characteristics and nuances of its granitic soils where deep plunge their roots and by sun exposure.


The philosophy of winemaking respects grapes, the nature and the winelover, focusing on the search for the expression of the terroir of the Serra da Estrela.


 Antonio do not use any enological product other than the sulfur. 


Fermentations runs naturally with indigenous yeasts. Sweet and little extraction. Temperature is monitored with ice bags and cold of the mountain night. 


The malolactic runs until spring in used barrels. 


Racking was performed by gravity.



In summary, methods focused on the expression of terroir !