segunda-feira, 10 de março de 2014

Simply fantastic

Simplesmente orgulhoso ao ler este artigo da Sarah Ahmed The Wine Detective.
Sabe bem, da força ver o trabalho arduo reconhecido.

"Antonio Madeira’s day job is engineering.  Based in Paris but from Dão stock he is intent on uncovering the region’s Grand Cru sites and his blog here features some great photos of those sites with which he is working (renting). Judging by his first wine (which he made at Alvaro Castro’s cellar) he is on the right path.  Antonio Madeira Vinhas Velhas Tinto 2011 (Dão) is from a 50 year old field blend vineyard at 450m in the Serra da Estrela which had been abandoned.  Vinified as naturally as possible to preserve its character (wild ferment, gently foot-trodden, aged in used barrels) it’s an exceptionally mineral wine with lovely freshness, fluidity and persistence to its restrained red and black fruits."

Aqui fica o link :
Simply fantastic: Simplesmente Vinho 2014 – the small guys who think big

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Dão 2011 no Simplesmente Vinho

Gostam de vinhos genuinos, de vinhos verdadeiros, que respeitam a terra e os amantes do vinho?

Então não percam o evento mais alternativo do panorama .pt!
O Simplesmente Vinho 2014!

Sexta-feira 28 de Fevereiro e Sabado 01 de Março, juntamente com vinte produtores apaixonados pela terra, esperarei pela vossa visita no Simplesmente Vinho 2014, na Ribeira, no Porto.


O vinho sera acompanhado de petiscos preparados por varios chefes.
Isto tudo num bellissimo local, onde a musica não poderia faltar!

More info em :
https://www.facebook.com/simplesmenteVinho

Até ja!

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Dão 2011 na Essência do Vinho

Estarei no Porto a partir da proxima quinta-feira 27 de Fevereiro, durante 4 dias, para participar em dois eventos.

O primeiro é a Essência do Vinho 2014, onde estarei no stand da Niepoort Projectos para apresentar o meu Dão 2011.


Espero pela vossa visita no Palacio da Bolsa!

domingo, 9 de fevereiro de 2014

The Dão by Antonio Madeira

The History teaches us that the Dão belongs to those places that Man has long recognized as being  special for producing great Portuguese wines .


Despite its huge potential , this region insists in staying in the dark , away from the spotlights.


The Dão is also a region that has been destroying its heritage of old vines, vineyards of field blended autochthonous forgotten varieties.


Antonio Madeira, French Portuguese descent, has his family roots in the foothills of the Serra da Estrela mountain, a subregion of the Dão.


In these highlands , Antonio believes is the historic heart of the Dão, the area that has the highest potential for « vin de garde », fine, fresh , austere and minerals.


Since 2010, Antonio has been looking for the places that our ancestors chose as the most suitable for vineyard in Serra da Estrela Dão subregion. 


Places which could be called the « Grands Crus of the Dão ».


It has thus been found, retrieve and cultivate a series of old vines. 


Vines that stand for authenticity of their native varieties, the characteristics and nuances of its granitic soils where deep plunge their roots and by sun exposure.


The philosophy of winemaking respects grapes, the nature and the winelover, focusing on the search for the expression of the terroir of the Serra da Estrela.


 Antonio do not use any enological product other than the sulfur. 


Fermentations runs naturally with indigenous yeasts. Sweet and little extraction. Temperature is monitored with ice bags and cold of the mountain night. 


The malolactic runs until spring in used barrels. 


Racking was performed by gravity.



In summary, methods focused on the expression of terroir !


sábado, 8 de fevereiro de 2014

A vinha do granito rosa

Hoje apresento-vos uma das "novidades" da futura vindima de 2014.



Uma vinha velha do sopé da Serra da Estrela, que se distingue de todas as outras que ando a cultivar pelo seu solo.



Um solo com variações de granito, em grande parte granito cor de rosa.



Menos na parte de cima, mais na parte do meio e de baixo da encosta.


Em nenhuma outra, o granito rosa esta tão presente.
Sera quiça um dia a vinha preferida da minha filha, pois a cor de rosa é a cor preferida desta menina de quase 3 anos.



A vinha, essa, tem muito mais idade(s).
Composta de duas partes, a parte de cima foi plantada pelo dono ha 50 anos.



A parte de baixo, ja la estava muito antes e tera nesta altura mais de 100 anos.



As castas estão, como sempre nestes casos, misturadas.


Brancas e tintas.


No entanto uma delas esta mais presente, ilustrando a preferência dos lavradores serranos pelo Jaen.


Nestas terras altas, a par da zona de Penalva, a Jaen encontra o seu habitat natural, aquele onde ela se sente melhor em terras lusitanas.


Vinha que começo este inverno a tomar conta e onde vindimarei pela primeira vez em 2014.
Poderão provar a partir de 2016/2017!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Inverno chuvoso no Dão

Chuva, chuva e mais chuva este inverno no Dão...


A agua é precisa para recompor as reservas hidricas.
Mas todos os dias a chover tambem ja se começa a tornar um bocadinho chato...
Tem atrapalhado um pouco a organização das operações.


Agora uns diazinhos de tempo seco davam jeito para adiantar algum trabalho nas vinhas.


Mas as previsões não estão para ai viradas...

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

A selvagem vinha do monte

Querem continuar a conhecer o fruto das minhas pesquizas pelo Dão Serrano, na busca dos "Crus" perdidos? 



Sim? 
Vale, então aqui vai mais uma apresentação! 



Desta vez estamos a falar de uma pequena vinha velha situada num monte, um pouco ao lado da vinha centenaria que os 'habitués" da Palheira ja conhecem. 



Desconhece-se a idade ao certo. Os antigos lembram-se dela ali desde que têm memoria. 



Esta vinha foi pouco mimada nos ultimos anos. 
Nota-se que os trabalhos do solo, o controlo da carga na poda, os trabalhos em verde não foram realizados durante anos. 



A vinha apresenta por isso uma lado quase selvagem. 



Agora é tempo de iniciar o processo de recuperação. 



Do que ja pude identificar, as castas são as do costume nas vinhas de outrora do sopé da Serra da Estrela : Jaen, Tinta Pinheira, Baga, Bical e muitas outras tintas e brancas. 



No caso desta vinha, a particularidade que me atraiu foi o local, no cimo da encosta de um monte granitico, como que a desafiar a Serra mesmo ali a frente. 



A exposição é soalheira nesta encosta virada a Sul/Oeste. 



E daquelas vinhas que precisam de ser bem seguidas para as uvas serem colhidas no ponto, se não queremos perder a acidez e apanhar uvas sobre-maduras. 



Vindimei a pela primeira vez em 2013. Das 6 vinhas, foi a que maior graduação potencial deu, 13,8%. 
Tambem aqui reencontramos o seu lado selvagem. 



Pouca produção, apenas duas barricas. 



Provado em dezembro, a malolactica ainda a decorrer, nota-se no aroma identidade. Levou-me logo a viajar para memorias confusas, não sei bem as quais, mas que eram de ali, da Serra. Lembranças associadas ao meus avos? Talvez. 



Como nos outros casos que tenho vindo a vos apresentar, o futuro dira se o vinho sera engarrafado a parte ou em lote. 

Rendez-vous em 2015/2016 para as provas! 

domingo, 19 de janeiro de 2014

O estrume na vinha do Bastardo

Na semana passada contei-vos que a vinha do Bastardo tinha sido estrumada.
Acabadinhas de chegar, partilho convosco as fotos da operação.

 Sempre com a Serra da Estrela em pano de fundo!

 Os regos onde se depositou o estrume, tinham sido abertos poucos dias antes pelo cavalo.


O meu tio, com o seu pequeno tractor, ajudou a acartar o estrume. Gente 5 estrelas!


A "brouette" completava a parte dos equipamentos logisticos!
Como vêm, alta tecnologia!


Processos simples, que o Homem conhece desde ha muito!


Desporto de antigamente.



E assim ficou mais uma vinha velha salva do abandono.


Este ano e nos proximos, o trabalho da terra completara esta acção inicial.


O trabalho mecanico associado a esta operação, vão contribuir a revitalização do solo, ao desenvolvimento de humus, e consequentemente ao desenvolvimento da bicharada.


 A vinha agradecera, pois sem essa bicharada, as suas raizes nem poderiam respirar, nem se poderiam alimentar como deve ser!