sábado, 24 de agosto de 2013

A rotulagem do 2011

Num fim de tarde da semana passada concretizou-se mais uma fase importante deste projecto.
Juntaram-se amigos e familiares para me ajudarem a rotular e acondicionar as garrafas do meu 2011.
Pela primeira vez e depois de tanto tempo e trabalho, ai estão prontas as primeiras garrafas a poderem ser comercializadas.

Começamos a volta das 17h30, com o Luis Lopes, o jovem enologo da Quinta da Pellada, a explicar as diferentes tarefas do processo.


A primeira etapa consistia em alimentar a maquina rotuladora com garrafas e capsulas.


As garrafas saiam assim do outro lado, ja rotuladas com rotulo e contra-rotulo e tambem com a capsula a cobrir o gargalo.


Apanhavamos então as garrafas e posicionavamos numa mesa ao lado, para podermos colar a mão os selos.


Em paralello, outra equipa preparava as caixas e mais uma tratava do acondicionamento. Tudo muito bem organizado e orquestrado pelo Luis!


Tudo num ambiente de boa disposição!




A colagem dos selos a mão requeria atenção para a coisa ficar bem feita.


Não nos podiamos era atrasar muito, porque ja a seguir la estava a equipa de acondicionamento a pedir garrafas para arrumar nas caixas.



O ritmo era bom, poucas vezes ficamos dessincronizados.


As caixas completas passavam depois por uma maquina que colava a fita adesiva.



As caixas saiam no tapete do outro lado, ja prontas.

Podiam então ser arrumadas nas paletes.


O Luis ajudava e contrulava a boa montagem das paletes. 

Tudo sob o olhar atento do mestre da casa!


E foi assim até as 21h. Quer dizer sempre houve tempo para uma pausa regada com o rosé da casa!


Mas nem todos trabalharam!
Alguns não tiveram escrupulos em dormir uma sestazinha enquanto os outros davam o litro!



Uma boa jornada, que vou guardar na memoria, por ter sido a minha primeira vez, mas tambem por tantos amigos se terem oferecido para ajudar!


Assim ficaram prontas as caixinhas!


Agora sim, depois de 3 anos de trabalho, vou poder começar a comercializar!
Vamos a isso!

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Let's go! Direction Dão serrano!

A mala esta pronta!
Amanhã regresso ao Dão serrano para uma semana intensa.
A to do list da semana é extensa, com uns 30 items.
Diz a voz da experiência que mais uma vez não conseguirei tratar de tudo o que pretendo.



Na viticultura, nesta época de pintor, é continuar os trabalhos em verde, em particular o controlo da produção, atraves da monda, e alguma desfolha.

Alem da parte da viticultura, ha tambem muitos outros assuntos, em diversos campos, que tenho de tratar. Tarefas na adega e preparação de varios projectos a curto e médio prazo. Havera oportunidades no futuro para vos falar deles.

Entre isto tudo, vou tambem reencontrar amigos Dãowinelovers num dia que promete ficar na memoria!

Até breve!

sábado, 3 de agosto de 2013

Vinal 2013 este fim de semana em VN de Tazem

Se estas este fim de semana perto da Serra da Estrela, não percas esta oportunidade e vai até Vila Nova de Tazem provar os vinhos desta terra!


terça-feira, 30 de julho de 2013

Quinta das Bageiras - colheita 2009

Não tenho por habito utilizar este blog para dar a minha opinião sobre os vinhos que vou bebendo.
Nunca foi esse o proposito deste blog.
Mas desta vez apetece-me fazer uma exepção.
E porquê?


Porque se trata de um vinho que me levou a viajar no tempo.
Os vinhos do Mario Sergio Alves Nuno têm este saudavel efeito!
A primeira snifadela leva-nos logo para alturas do nossos avos, aromas que ficaram escondidos na memoria, testemunhos de outrora.



Ha ali algo de diferente que não encontramos nos vinhos da actualidade. Muito disso se deve ao metodos de vinificação utilizados, metodos ditos "classicos". Um deles e que sobressai nitidamente neste vinho é o facto de a fermentação alcoolica se desenrolar sem desengace prévio. E acreditem isso soube-me mesmo bem neste vinho!

Essa tecnica requer sabedoria e o Mario Sergio é mestre nestas coisas!
Um belo exemplo a seguir!

Resta-me agradecer-lhe pela emoção que os seus vinhos me procuram!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

A versão feminina

Uma versão digamos um pouco mais feminina do rotulo!


Talvez o utilize para a vinha centenaria, caso decida vinificar as uvas da mesma, todas juntas, a moda antiga... Ou seja brancas e tintas misturadas!

domingo, 14 de julho de 2013

Os bravos

Nestes meses de maio, junho e julho, os bravos teimam em aparecer pela vinha.
Distinguem-se facilmente das videiras "normais", pela folha e pelos lançamentos. São mesmo muito diferentes.


Os bravos são lançamentos de porta-enxerto que nascem aqui e acola e que vêm consumir energia e recursos para nada. Um desperdicio!
Por isso todos os anos os corto. Mas mesmo assim eles teimam a voltar semanas mais tarde ou no ano seguinte. So mesmo arrancados a enxada é que desaparecem de vez.


Em sintese, os bravos são uns chatos!

sábado, 6 de julho de 2013

As vinhas neste inicio de Julho

Ficam aqui algumas fotos a ilustrarem o estado em que se encontram neste inicio de Julho as diversas vinhas de que trato.


Na nova vinha de que trato, tal como nas outras, a floração correu bem.


Os bagos caminham para o tamanho de bago de ervilha.


Tambem na vinha centenaria, a vegetação ja esta bem desenvolvida.


Jaen, a Baga, o Bical e Cia estão ja bem adiantados, com as videiras a responderem muito bem aos bons tratos de que têm sido alvos este ano.


Ninguem diria na altura da poda, quando a começamos a tratar, que nesta altura estaria tão boa. Pois na altura encontramos uma vinha cansada, esfomeada, com muitas varas finissimas...
A poda severa, o cavalo e o estrume tiveram felizmente o efeito procurado.


Na encosta da vinha centenaria, nesta altura as 9 da manhã, o sol ja bate forte!


Na vinha salva encontramos cachos ja bem desenvolvidos, no estado de bago de erviha...


... mas tambem cachos ainda em floração!


Esta heterogeneidade resulta do efeito da geada tardia que esta vinha sofreu no fim de Abril.
Pois os cachos em floração encontram-se nas varas que nasceram depois de ter removido os talos queimados.


Veremos se sera possivel fazer duas vindimas, para conseguir estes cachos mais tardios.



Para terminar o post de hoje, fica ua curiosidade.
Se repararem bem na foto seguinte, vemos bagos com uma forma oval, tipo carroço de azeitona ou balão de raguebi. 
Este forma de bago acaba por arredondar mais tarde, depois do pintor, mas nesta altura nota-se bem.


Encontro la varias cêpas com estes cachos, mas até agora por muito que procure, ninguem foi até agora capaz de me dizer de que casta se trata...

Deve ser daquelas antigas ja completamente esquecidas.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Bye, bye floração!

A informação que me chega da Santa Terra indica que o São João veio dar por terminada a floração.


Uma etapa importante passada com sucesso!

terça-feira, 18 de junho de 2013

A espoldra

O post de hoje é dedicado a espoldra.



O que é a espoldra? Devem estar a perguntar-se os mais curiosos.


Para mim, a espoldra é dos "trabalhos em verde" mais importantes.
O que esta em jogo é principalmente a concentração dos recursos naturais onde mais são precisos, assim como a criação de um ambiente favoravel a boa saude da planta e dos seus frutos.


Tiram-se os lançamentos ladrões, ou seja os lançamentos que nascem no toro. Em geral esses lançamentos não são beneficos, estão ali a consumir recursos, agua, nutrientes, energia, que depois de removidos, podem ser orientados para os lançamentos que ficam, ou seja, para os lançamentos portadores de cachos.


Tem de se ter cuidado porque por vezes convem deixar um ladrão, principalmente no caso de poda em Guyot. Quando é necessario rebaixar uma videira, temos de pensar no que se fara a esta cêpa nos proximos anos, deixando um ladrão que mais tarde podera servir de talo para criação de uma futura vara de produção.

Esta é uma da razões pela qual a espoldra não pode ser realizada por qualquer um. Tem de se saber o que se esta a fazer, ser capaz de tomar decisões que impactarão o futuro.




A espoldra não se limita a questão dos lançamentos ladrões.
Ha outros lançamentos a remover, os chamados "gêmeos" ou "duplos".


Segundo as castas, a videira tem tendência a desenvolver um ou dois olhos no mesmo sitio.
O Jaen, por exemplo tem essa tendência.
Convem nesse caso escolher um dos dois lançamentos e retirar o menos interessante.


As energias e os recursos concentram-se assim no lançamento que fica, favorece-se assim a produção de qualidade.


Os cachos ficam mais arejados, menos sujeitos a humidade.


Cria-se assim um microclima menos favoravel ao desenvolvimento de fungos, ou seja a espoldra tambem é uma medida eficaz de prevenção das doenças.



Um trabalho minucioso, um trabalho de "vigneron"!