quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Momentos que vale a pena viver

As vindimas 2012 ja pertecem ao passado...


Depois de muito trabalho, de stress, mas tambem de muita alegria e prazer...


Tive de retornar a vida urbana, a "modernidade"...


Ja em Paris, resta a saudade, memorias de momentos que contarei assim que o tempo, esse recurso cada vez mais raro, me o permitir.


Momentos efemeros em que pude desfrutar a ilusão da liberdade.

Stay tuned!

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Bientôt les vendanges - as vindimas estão a chegar

Faltam poucos dias para finalmente chegarem as férias.
Sabado la voltamos a Portugal e durante três semanas vou poder dedicar o meu tempo ao seguimento da maturação, a vindima e a vinificação.

Sera se tudo correr bem a minha maior vindima.

Este ano consegui finalmente encontrar alguem que me aceite na sua adega.
As condições serão humildes mas mesmo assim muito acima das que tive nos ultimos dois anos.


Alem da produção principal, talvez experimente uma ou duas pequenas micro-vinifacações em casa. Ainda não sei se as concretizarei, mas as ideias não me querem largar.

As dificuldades vão se superando numa luta constante.
Esta longe de ser facil, mas como se costuma dizer "quem corre por gosto não cansa".

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Incoerências

Dois sites meteorologicos, duas previsões incoerentes...

Site : meteo.pt

Site : freemeteo

Fica uma pessoa perguntando-se: "chove ou não chove?"

domingo, 2 de setembro de 2012

Duvidas

Esta imagem pode parecer banal para muita gente, mas no meu caso esta a perturbar-me.


Foi retirada do site http://www.meteo.pt

Anunciam aguaceiros na zona de Seia para final da proxima semana.

Por um lado pode ser interessante para completar a maturação, ja que o ano foi muito seco.
Por outro lado ha sempre aquele receio em relação ao desenvolvimento de podridão cinzenta.

Não sei se sera bom ou mau para as vinhas?!

domingo, 26 de agosto de 2012

Esta tudo atrasado

Neste momento encontro-me preocupado com a evolução da maturação das uvas.
Esta tudo muito atrasado e heterogeneo.
Em algumas castas ainda so se a pouco tempo fizeram o pintor e isso preocupa-me por varios motivos.

Para ja é sempre preocupante não estar perto, não poder seguir e intervir ao vivo de maneira continua.
Estamos por isso sempre numa especie de escuridão, assim como dependentes de outros, da sua disponibilidade, capacidade e boa-vontade.

Depois estou preocupado porque este atraso significa que se vai vindimar muito mais tarde do que o habitual e isso é chato.

Chato porque nunca se sabe como pode estar o tempo (clima) em setembro, principalmente em fim de setembro, onde a probabilidade de chuvas aumenta. E se a chuva é boa em certas alturas do ciclo vegetativo, na altura da vindima não é nada benvinda.

Chato tambem porque ja tenho 3 semanas de "férias" planeadas para a vindima e vinificação a partir de 15 de setembro e se calhar vou cedo demais...

Penso que este atraso esta relacionado com dois factores.

O principal deve-se ao inverno muito seco que se viveu este ano na região. Praticamente não choveu, tivemos o inverno mais seco dos ultimos 80 anos e isso afectou muito as reservas hidricas nos solos. Assim ha menos disponibilidade de agua para as videiras e a fotossintese faz-se assim com mais dificuldade, a um ritmo mais lento do habitual.

O outro factor é o facto de eu podar tarde de maneira a atrasar o abrolhamento e assim prevenir o risco de geadas tardias. O inconveniente é que deste modo todo o ciclo se atrasa, principalmente em anos mais dificeis.

E assim provavel que os mostos sejam assim ainda mais acidos do que o habitual (sendo que acidez é coisa que não costumar faltar na região). E importante equilibra-la com uma boa maturação das uvas.

De maneira a compor a situação foi realizada uma monda semana passada. Os cachos mais verdes, mais atrasados foram removidos, assim como os cachitos das netas.
Espero que o efeito se veja nas proximas semanas, com a agua disponivel a ser canalizada para a maturação das uvas que ficaram.

sábado, 4 de agosto de 2012

A desfolha

Alem da desponta realizaram-se mais trabalhos em verde no mês de Julho, concratemente a desfolha, assim como compor os cachos.


Isso permitiu arejar os cachos e criar um micro-ambiente favoravel ao não desenvolvimentos de fungos.


Por prevenção, cuidamos de separar os cachos uns dos outros, pois quando se tocam têm tendencia a apodrecer na fase da maturação.





Assim ficaram soltos e sãos.


Para isso tivemos de ja remover alguns cachos.
Tambem se removeram alguns onde se via que nunca iriam amadurecer, cachos muito miuditos, ou no caso de cêpas mais fraquinhas.

Apesar da carga de uva nas videiras estar alta, ainda não retiramos muita carga por enquanto. Pois ainda é cedo para isso. Deixa-los lutar uns com os outros por enquanto e assim ficar controlado o tamanho dos bagos.

Daqui a pouco tempo, em Agosto uma ou duas semanas depois do pintor, ja sera efectuada a monda, para ajustar a carga ao nivel de qualidade pretendido.


Uma coisa de que mais me convenço é que para a saude do viticultor (e dos consumidores) vale mesmo a pena cultivar em modo biologico.

Quando se esta a realizar este tipo de trabalhos, mergulhamos na vegetação da vinha, respiramos os pos dos tratamentos realizados. Saimos de ali, com as narinas cheias, com a roupa e a pele a cheirar a enchofre...
Os olhos tambem levam a sua dose, ficando vermelhos.
Não gosto nada destas sensações e não duvido de que sejam nefastas para a saude.


Por isso, se um dia isto tudo seguir em frente e tiver condições para me dedicar a tempo inteiro a esta actividade, terei de passar em produção biologica. A vinha, o meio ambiente, o vinho, os consumidores e finalemente a minha saude ficaram a ganhar com isso.

  
Para terminar este post, deixo os meus agradecimentos ao meu sogro, que mais uma vez me ajudou, e sem quem tudo isto não teria sido possivel.

domingo, 29 de julho de 2012

A desponta - Le rognage


Neste fim de Julho, o calor era intenso e levava a que o ritual foi o mesmo durante 3 dias.


En cette jin juillet, la chaleur était intense, ce qui nous menait au même rituel pendant 3 jours.

Levantar cedo, para estar na vinha as 6h30 e aproveitar a frescura da manhã para realizar intervenções em verde. 
Até as 11h/12h conseguia-se aguentar, mas depois tinha-se de parar porque o sol começava a bater mesmo a sério. 
Parava-se então e volta-se ao fim da tarde, das 17 as 20h30 para adiantar serviço.


Lever tôt, afin d'arriver à la vigne vers 6h30 et ainsi profiter de la fraîcheur matinale pour réaliser les travaux en vert.
Nous arrivions à tenir jusqu'à 11h/midi, après le soleil cognait vraiment trop fort, il fallait faire une pause et revenir en fin d'après-midi, de 17h à 20h30 pour continuer.


Nesta altura, os trabalhos em verde consistiam :
- na desponta
- na desfolha
- no arranjo dos cachos, de maneira a que estejam bem soltos e arejados 


A cette époque, les travaux en vert consistait à :
- effeuiller
- couper les pointes (ce qu'on appelle le rognage)
- arranger l'agencement des grappes de raisin, de manière à ce qu'elles ne se touchent pas et qu'elles soient bien aérées

Videira a pedir a desponta - Vigne demandant à ce qu'on lui coupe les pointes

As videiras precisavam de ser despontadas, de maneira a controlar a vegetação.
A desponta facilita a passagem do tractor, assim como a criação de "netas", lançamentos que vão criar folhas novas uteis para a assegurar a recta final da fotosintese necessaria a maturação dos cachos.

La vigne avait besoin d'être rognée, afin que la végétation soit contrôlée.
Le rognage facilite le passage du tracteur, ainsi que la génération de jeunes rameaux dont les feuilles faciliteront la photosynthèse lors de la phase finale de la maturation des raisins.

Ces pointes demandent un petit rafraîchissement - Estas pontas pedem um cabeleireiro

A desponta lembra um pouco o trabalho de um cabeleireiro :)

L'écimage rappelle un peu le travail d'un coiffeur :)


No proximo post contarei a desfolha.


Dans le prochain post je raconterai l'effeuillage.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

domingo, 15 de julho de 2012

Esta na altura de desfolhar - Il est temps d'effeuiller

Para explorar nas melhores condições o potencial da sua vinha, o "vigneron" tem nos trabalhos do solo e nas intervenções em verde dois factores chave de sucesso. Neste post falarei um pouco do segundo factor, ja que nos encontramos na altura de mais uma intervenção em verde.

Ja foram realizados em maio e em junho trabalhos de desladroamento, de orientação de pâmpanos e de arranjos de vegetação. Trabalhos importantes para a qualidade e para o estado sanitario da colheita.

Desta vez, esta na altura de desfolhar e de despontar.
Estamos no estado em que a floração ja se realizou, os cachos ja vingaram e estão a crescer, ainda verdinhos. Ainda faltam umas semanas para o pintor, e os cachos pedem para se verem livres da humidade, querem luz e ar, mas sem abusos.



A desfolha consiste assim a criar um ambiente favoravel ao cacho. Retiram-se algumas folhas frente aos cachos, do lado nascente, de maneira a arrejar a zona em que se encontram os cachos, permitindo a entrada dos raios do sol matinal. A parte do lado poente fica a proteger os cachos dos raios mais quentes do fim de tarde, evintando-se assim o escaldão.
No que refere a desfolha, a arte do "vigneron" reside na escolha do timing e no doseamento da dita, tendo em conta as caracteristicas do "millésime".





















Em relação a desponta, vai permitir regenerar a vegetação, criar "netas", novos lançamentos com novas folhas que substituirão as primeiras folhas na fase mais tardia da maturação. E um pouco como no futebol, são os suplentes que entram na fase final do jogo, substituindo os colegas mais cansados, para ajudar a terminar a partida nas melhores condições.
A desponta não deve ser feita nem muito cedo, nem muito tarde.

Mais tarde, em agosto, ja depois do pintor, vira o ultimo trabalho em verde, a monda.

sábado, 7 de julho de 2012

Vinho ao vivo

Este fim de semana decorre em Lisboa  o evento VINHO AO VIVO organizado pela garrafeira-bar OS GOLIARDOS.

VINHO AO VIVO, Festival Europeu do Terroir
6 e 7 de Julho de 2012
das 19h00 às 24h00
Esplanada à Margem, Belém, Lisboa.














Porquê estou a falar disto, apesar de me encontrar a 2000km de distância?
Simplesmente porque me recorda bons momentos.

No ano passado estava em Portugal na altura do evento e Alvaro Castro desafio-me a acompanha-lo. Levamos umas amostras das barricas dos meus 2010 e foi assim uma boa ocasião de dar a provar ao publico e obter algum feedback, no geral bastante animador.

Pude tambem rever alguns amigos, como o João Rosé ou o Mario Sergio da Quinta das Bageiras. Alias, um dos grandes momentos para mim foi ter estado para ai meia hora com o Mario Sergio a brincarmos aos lotes dos diferentes vinhos de 2010, isto em pleno evento. Grande Mario Sergio!

Se estiverem por Lisboa, aproveitem, é uma excelente ocasião de provarem grandes vinhos de terroir!


sábado, 23 de junho de 2012

Rotulo 2.0 - Etiquette 2.0

Depois da série do copo ( http://vinhotibicadas.blogspot.fr/2012/04/propostas-de-rotulos-propositions.html ), aqui esta uma segunda proposta de conceito de rotulo. 
Esta versão ainda não esta acabada, ainda falta algum trabalho.
No entanto, com o autor, o meu amigo Antonio Rodrigues, gostariamos de conhecer a vossa opinião sobre este rotulo potencial. Por isso o vosso comentario sera benvindo.


Après une première série sur le verre ( http://vinhotibicadas.blogspot.fr/2012/04/propostas-de-rotulos-propositions.html ), voici une deuxième proposition de concept d'étiquette.
Cette version n'est pas finalisée, il reste encore un peu de travail.
Néanmoins, avec l'auteur, mon ami Antonio Rodrigues, nous souhaiterions recueillir vos avis sur cette étiquette potentielle. Vos commentaires seront donc les bienvenus.




Neste caso, o rotulo representa um azulejo, peça tipica da arte e da cultura portuguesa.
Neste azulejo encontramos em primeiro plano uma cêpa velha e em segundo plano a Serra da Estrela.

Cette fois-ci, l'étiquette représente un azulejo, pièce céramique typique de l'art et de la culture portugaise. 
Dans cet azulejo, nous trouvons en premier plan un vieux cep de vigne et en fond la montagne Serra da Estrela.

Digam-la a vossa justiça!
Os comentarios construtivos poderam ajudar a finalizar o trabalho.
Bem haja!

Donnez votre avis, vos commentaires constructifs nous aiderons à finaliser ce travail.
Merci!

domingo, 17 de junho de 2012

Os vinhos da Serra da Estrela em destaque em Londres

A crítica de vinhos britânica Julia Harding apresentou, este fim de semana em Londres, a sua lista dos 50 melhores vinhos portugueses. 


Com um olhar atento podemos constatar que dos 7 vinhos do Dão que integram esta lista, 6 provêm da sub-região Serra Estrela (3 tintos e 3 brancos). 
Este facto ilustra o potencial desta zona para a produção de vinhos com caracter, assim como o reconhecimento de parte da critica internacional.


Deixo os meus parabens aos produtores Casa da Passarela, Quinta das Maias, Quinta do Escudial e Alvaro Castro pelo feito!


Outro facto que me parece interessante realçar é o de aparecerem varios vinhos de castas autoctonas menos valorizadas pelos proprios portugueses (Jaen e Vinhão por exemplo), assim como a valorização de vinhos biologicos/biodinamicos.

Mais informação em :
http://www.winesofportugal.info/pagina.php?codNode=119243

domingo, 10 de junho de 2012

La visite de François Chasans

Un petit post pour partager les photos que m'a ramené mon ami François Chasans.
François est caviste en région parisienne et producteur au Portugal, plus précisément dans l'AOC Bairrada, avec son magnifique Quinta da Vacariça.

Este post serve para partilhar umas fotos que me trouxe o meu amigo François Chasans.                  O François tem uma garrafeira na região de Paris e produz em Portugal o magnifico vinho bairradino Quinta da Vacariça.
O François tambem é membro fundador do grupo Baga Friends.

François est également membre fondateur du groupe Baga Friends, une association de producteurs partageant la volonté de mettre en avant les vins du cépage Baga sur les terroirs de Bairrada. 
Nous partageons bien des choses en commun, dont une certaine vision du vin et du Portugal viti-vinicole. 
A chaque retour du Portugal nous aimons nous appeler ou déjeuner ensemble afin de partager nos derniers épisodes en terres lusitaniennes. 

Partilhamos muita coisa em comum, em particular uma certa visão do vinho e do Portugal vitivinicola.
Cada vez que um de nos regressa de Portugal, gostamos de nos ligar ou de nos encontrar para partlharmos, um com o outro, as nossas ultimas peripecias em terras lusas.

Ces photos datent de septembre 2011, en pleine époque de vendanges. 
Nous en parlions depuis si longtemps, l'opportunité s'était enfin présentée. François m'offrait, alors, le plaisir d'une visite surprise. 

Estas fotos datam de Setembro de 2011, em plena época de vindimas. Depois de tanto falarmos nisso, a oportunidade de uma visita surpresa tinha finalmente chegado.
Ce fut l'occasion de goûter le millésime 2010 et de visiter les différentes vignes d'où proviennent les raisins qui le composent. 

Provamos a minha colheita de 2010 e visitamos as vinhas donde vieram as uvas que o compoêm. 


Vieilles vignes où l'on trouve une bonne proportion de vieux ceps de Baga, comme ici chez Ti João Galracho ou plus généralement dans cette sous-région du Dão.


Vinhas velhas onde a proporção de Baga é elevada, como neste caso na vinha do Ti João Galracho, ou mais geralmente nesta sub-região do Dão.


La journée s'est terminée par une visite au domaine Quinta da Pellada, où François a pu goûter des beaux blancs du cépage Encruzado en pleine fermentation, ainsi que raviver ses souvenirs des grands Dão de jadis,   en dégustant un verre de Touriga Nacional des ceps centenaires.

Terminamos o dia com uma visita a Quinta da Pellada, onde o François teve a oportunidade de provar belos brancos da casta Encruzado em plena fermentação, assim como relembrar os grandes Dão de antigamente ao provar um copo de Touriga Nacioal de cêpas centenarias. 


Après la dégustation, une rapide visite aux vignes de la Pellada, face à la montagne Serra da Estrela.

Depois da prova, visitamos rapidamente as vinhas da Pellada, frente a Serra da Estrela.

Merci François pour ces beaux moments!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

La vigne en mai - A vinha em Maio

Je vais, dans ce post, présenter quelques photos qui illustrent l'état d'avancement du cycle végétatif que j'ai trouvé à la vigne du 8 au 17 mai.


Neste post, vou apresentar algumas fotos que ilustrão o adiantamento do ciclo vegetativo entre 8 e 17 de Maio.



Après un hiver des plus secs des 80 dernières années, le mois d'avril avait enfin apporté l'eau dont rêvaient les plantes. Un mois pluvieux permettant de reconstituer en partie les réserves hydriques dont la vigne aura besoin lors des fortes chaleurs estivales. 
Pas étonnant donc de trouver le sol plein de végétation.

Depois de um inverno dos mais secos dos ultimos 80 anos, o mês de Abril chuvoso permitiu reconstituir algumas reservas de agua no solo, reservas que serão necessarias aquando dos fortes calores do verão.
Não admira por isso encontrar tamanha vegetação no solo.


La sécheresse de cet hiver a retardé le débourrement.


A seca deste inverno atrasou o abrolhamento.


En outre, on trouve un avancement hétérogène selon les ceps.


O adiantamento da vinha esta bastante eterogeneo, variando de cêpa para cêpa.




Sur certains ceps, on devine déjà les futurs raisins 
Em certas cêpas ja se adivinham os futuros cachos



Alors que le cep suivant vient à peine de débourrer
Enquanto na cêpa vizinha, ainda estamos no abrolhamento  



 Cep de Tinta Pinheira, um cépage autoctone en voie de disparaition

Cêpa de Tinta Pinheira, casta em desuso 



Lorsque j'ai récupéré la vigne il y a deux ans, elle était à bout de souffle après 3 années sans taille. On peut réellement dire que je l'ai sauvée d'une mort certaine.


Quando recuperei a vinha ha dois anos, ela estava cansadissima depois de 3 anos sem ser podada. Pode-se verdadeiramente afirmar que a safei de uma morte certa.


Em 2010, retaillée pour la première fois et et bichonnée comme jamais, sur quasiment 1 ha, j'en ai à peine obtenu 80 kg...
Em 2011, retrouvant un peu de vigueur et après une lutte acharnée face au mildiou, j'en ai obtenu 1500 kg...
Bref en deux ans, beaucoup de travail et d'investissement pour des récoltes misérables.
J'espère donc cette année arriver à augmenter la production à 3000 kg de raisins sains, rendement faible mais nécessaire au niveau de qualité recherché.

Em 2010, re-podada pela primeira vez e mimada como nunca, em quase 1 ha apenas obtive 80 kg de cachos...
Em 2011, recuperando algum vigor e depois de uma luta feroz contra o mildio, obtive 1500 kg
Dois anos de trabalho arduo e de investimento para obter vindimas miseraveis...
Espero por isso chegar este ano aos 3000 kg de uvas sãs, rendimento baixo mas adequado ao nivel de qualidade pretendido.









La vigne après avoir coupé l'herbe afin de contrôler l'humidité du sol

 A vinha depois de ter cortado as ervas de maneira a controlar a humidade do solo 

Pour finir ce post, mes "special guests"...
Para finalizar este post, os meus "special guests"...

Quelques invités un peu spéciaux, profitant du fumier enterré l'année dernière pour revigorer la vigne alors moribonde

Uns convidados algo especiais aproveitando o estrume biologico enterrado no ano passado, de maneira a revigorar a vinha então moribunda

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O engarrafamento adiado?

Bem, vou ter de responder a algumas perguntas que tenho recebido acerca do engarrafamento da colheita experimental de 2010.

De facto, ia no inicio deste mês a Portugal com a ideia de engarrafar essa primeira produção.
No entanto tive de me conformar, pois depois de me concertar com as pessoas que me acompanham, chegamos a conclusão de que os vinhos ainda não estavam prontos para tal.
No melhor dos casos, sera efectuado la  mais para a frente no fim do ano.
Assim o espero, veremos.

Em relação a pergunta do engarrafamento de algum deles a solo, essa era a minha intenção inicial ha dois anos. No entanto isso causa inumeros problemas.

Por exemplo, segundo a gente que ja anda no mundo dos vinhos ha muitos anos, para fazer tais engarrafamento e depois conseguir ter sucesso (leia-se vendê-los) é preciso ja ter nome e reconhecimento, coisa que eu não tenho.

Outro tipo de problemas tem a ver com a parte logistica, pois multiplicam-se as referencias e como tal varios custos.

Outro tipo de problema tem a ver com as autoridades, com a sua autorização. Mas disso falarei noutra ocasião, pois esse tema merece ser desenvolvido por si so, tal o absurdo que pude constatar...

Por fim, costuma-se dizer que um vinho de lote é sempre melhor do que vinhos a solo ou de que vinhos mono-castas. Acredito que isso seja capaz de ser verdade, alem de o Dão (e mesmo Portugal) ser tradicionalmente terra de lotes.

Como podem entender, a engarrafar o 2010, sera um lote.
Lote provavelmente de tudo, ou seja de vinhos oriundos de 5 vinhas velhas diferentes, de localizações diferentes mas todas no sopé da Serra da Estrela (para mim e para muitos, uma zona muito especifica do Dão).
"Assemblage" de vinhos de muitas castas antigas, onde dominam a Baga, a Tinta Pinheira e o Jaen.
Um "blend" complexo, de outros tempos, cheio de caracter e tipicidade.

No entanto, por motivos que vão contra a minha vontade, até pode acontecer que nunca sejam engarrafados...
Seria um golpe duro no meu projecto, muito duro, mas infelizmente possivel.
Por muito que me custe, tenho consciência que posso vir a ter esse desgosto.

domingo, 20 de maio de 2012

Regresso - De retour

Estou de regresso a Paris depois de mais umas "férias" passadas em contra-relogio, sempre a correr, sem parar.
Muito trabalho foi realizado nas varias frentes.

Tive bons e maus momentos.
Os bons perspectivam-me esperança.
Os maus penso que acabam por me fortalecer.


Cada vez fico a conhecer melhor o pais e a região, as suas oportunidades, as suas gentes, as suas fraquezas, o que tem de bom e de mau.
Cada vez percebo mais porque a região e Portugal estão neste estado.

Ainda ha muitas lutas para travar.
Ca estarei, com quem quizer ajudar, para seguir em frente!

sábado, 5 de maio de 2012

Ta quase!

Esta quase na hora de voltar a minha oasis.
Terça-feira de manhã la vamos nos mais uma semanita.


Muito trabalho a espera :
- engarrafamento do 2010
- passagem a limpo do 2011
- acompanhamento da vinha
- preparação da vindima 2012

Quem quiser e puder, apareça!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Como sera o ciclo vegetativo de 2012?

Esta pergunta tem estado na mente de muita gente, não tenho duvidas, e na minha tambem.

Este ano começou com um inverno seco, mesmo muito seco, como não se via ha muitas décadas.
Praticamente não choveu durante todo o inverno.

O solo ficou assim sem as reservas hidricas tão uteis a vinha nos dias quentes de verão.



Em abril, mês de abrolhamento das videiras, chegou a chuva e o frio e ja continua assim ha algumas semanas.
Este tempo tem atrapalhado o abrolhamento.

O inicio do ciclo vegetativo encontra-se assim atrasado e pelo menos anunciam mais esta semana com este tempo.


Os velhotes, com a sua sabedoria empirica, ja avisam "este ano sera ano de pouco vinho".

Esta por tudo isto criada a expectativa, sera 2012 um ano ingrato?